Agrotóxico, pirataria e setembro amarelo


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Foto: Gabriel Zapella/Cidasc/Divulgação)

Mais uma vez, os noticiários falam de agrotóxicos contrabandeados na região dos Vales. Sem saber o que trazem e qual produto e de onde vem ainda é impossível ler o rotulo, sua dosagem, como aplicar e os riscos. Há ainda alguns produtores acham que estão ganhando alguma coisa com isto. Carro com o agrotóxico novamente foi preso pela polícia Federal se for identificado o destinatário, ambos terão de responder pela ilegalidade.

E mais outra que está acontecendo, sementes estão sendo enviadas junto com encomendas adquiridas pela internet. Vem dentro do bolso, do calçado etc, como brinde. Preocupante porque não sabemos o que vem junto. O Brasil é destaque no mercado mundial de alimentos e qualquer coisa para boicotar nossa produção pode estar sendo pensada. Sementes com novos fungos, vírus e bactérias ou ovos de insetos que aqui não existem, podem trazer grandes prejuízos. Possivelmente devem vir tratadas com agrotóxicos e qual? A primeira orientação é não abrir o pacote e procurar a Secretaria da agricultura ou EMATER, que eles vão dar o destino correto que é o Ministério da Agricultura.

Setembro amarelo tem sido escolhido para alertar todos do “tabu” suicídio e abrir para a comunidade este sério problema. Dados do Centro de Informação Toxicológica (CIT) informa que 40% dos casos ocorridos com agrotóxicos pode ser considerado acidentes. Principalmente pelo uso de embalagens para água e alimentos e que deveria ter sido descartada adequadamente. Programa de recolhimento de embalagens vazias.

Outras 28,7% são acidentes ocupacionais ligados ao trabalho, quase sempre pela falta ou uso errado de EPI. E 30,7% são intoxicações intencionais relacionadas ao suicídio ou tentativa.

Em 2019 o RS teve 401 notificações de intoxicações por uso de agrotóxicos, correspondendo a taxa de 3,57 casos por 100 mil habitantes. Em 2007 foram 719 e 2018, 830 casos. São dados do SINAN- Sistema de Informação de Agravos e Notificações que integra o Sistema Único de Saúde-SUS.

Segundo o IBGE no Censo Agropecuário de 2006, 62% dos estabelecimentos adotavam práticas de uso de agrotóxicos no RS. O percentual subiu para 70,3% em 2017. É preocupante que 50,1% das unidades visitadas disseram que não recebiam apoio para aplicação de agrotóxicos.

O RS apresenta as maiores taxas de suicídio do país em 2017 foram mais de 1300 mortes autoprovocadas. Brasil a taxa 5,7 casos por 100 mil habitantes. Entre os principais municípios com casos no país temos dois do vale. Forquetinha com taxas 78,7 casos e Travesseiro 55,8 por 100 mil habitantes. Dados Ministério da Saúde 2017.

Além de aspectos culturais precisamos levar em conta a depressão, dívidas, solidão, violência domiciliar, doenças como dizem sem volta, e que muitas vezes são escondidas pela família. A procura de profissionais preparados precisa ser feita. Há instituições dando apoio as pessoas com problemas. Procure-as.

E na área rural lugar de agrotóxico é em local fechado e cadeado. E se tem problema em casa ou na vizinhança redobre os cuidados. Agrotóxico é “veneno”.

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