Ainda há porcentagem alta de recusa entre os elegíveis para a doação de órgãos, afirma responsável por serviço no HBB

Conforme observação da responsável pela clínica do serviço de transplante renal do HBB, Nara Pimentel, a relação chega a ser de 60% de negativa para 40% de aceite


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Foto: Nícolas Horn

Apesar de todas as campanhas de conscientização e esclarecimento, ainda há porcentagem alta de recusa entre os elegíveis para a doação de órgãos. Conforme observação da responsável pela clínica do serviço de transplante renal do HBB, Nara Pimentel, a relação chega a ser de 60% de negativa para 40% de aceite. Ela comenta que existe objeção de consciência por motivos religiosos, ou então por dúvidas e divergências entre a família sobre autorizar ou não o procedimento.

Em Lajeado, o serviço de transplante está instalado há 15 anos no Hospital Bruno Born (HBB). O serviço de hemodiálise conta atualmente com 180 pacientes em diálise, cada um com três sessões por semana, totalizando mais de 2 mil sessões ao mês. A espera para o procedimento varia de 3 meses a 15 anos, e a demora compromete o estado de saúde dos pacientes e piora a morbidade, Nara reconhece.

Em função da pandemia, a diretora afirma que houve queda no número de transplantes e maior risco de óbito dos pacientes com sinais crônicos. A profissional relata uma demanda reprimida de doentes em casa e queda no número de doações.

Além disso, como o sistema de saúde esteve por longos períodos sobrecarregado pela covid-19, faltou leitos para a realização dos transplantes. Este cenário fez com que, hoje, haja mais pacientes renais crônicos em diálise e uma lista de espera maior.

 

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