Alho: bom no prato e na saúde

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez


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Alho (Allium sativum), cebola e alho poró são da mesma família (Liliáceas). Todos com valores interessantes na alimentação e saúde. Vamos falar sobre o primeiro da lista.
Segundo a Associação Nacional de Produtores de Alho do Brasil – ANAPA, em 2021 vamos colher ao redor de 24 mil toneladas, 15% mais que a safra passada. E gerar 250 mil empregos diretos pela cultura exigir muita mão-de-obra e tecnologia.

Nossas necessidades de consumo ficariam perto de 300 mil toneladas. Produzimos 131 mil toneladas é uma cultura com muita área a ser cultivada. Importamos 40% da China e 20% da Argentina totalizando 165 mil toneladas. Nosso consumo per capita é de 1,5 quilos. A produtividade média é de 15 toneladas e Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os maiores produtores. E o município de Jurandir (SC) é o maior produtor.

No mercado o alho roxo brasileiro é um pouco mais caro que o importado principalmente da China. Mas, precisa ser dito que o nacional é três vezes mais forte em componentes, inclusive fitoterápicos, e rende mais e, é nacional. Há lei que o mercado deve colocar o nome da origem para o consumidor saber o que está comprando. (Nacional ou Importado).
Como saber a diferença: Depois de limpar o alho (tirar aquela casquinha branca) o chinês é marrom ou acastanhado. Os alhos nacionais aparecem cores arroxeadas, algumas mais forte outros roxos fraquinhos ou com bordos roxas dependendo do cultivar.

O alho nacional é aceito e reconhecido como fitoterápico pelo SUS e regulamentado pela ANVISA para uso medicinal de tradição popular usados dentro das normas estabelecidas. E estas Instituições fazem trabalho interessante de popularizar o conhecimento, efeitos benéficos e usos. Indicado pelo Serviço Nacional de Saúde Pública também.

O SUS tem uma cartilha que pode ser acessada na INTERNET com toda as recomendações. Indicado como expectorante, antibiótico e colesterol alto. Para o alho ser usado ele deve ser macerado (amassado, picado,) e deixado por uma hora em água na temperatura ambiente (natural), e consumido no dia.

Nada de água morna ou fervente ele perde parte de seus componentes. A proporção de alho seco indicada é de 0,5 gramas (colher de cafezinho) em 30 ml de água (1 cálice). Devendo ser tomada 1 ou 2 cálices por dia antes das refeições. Consumo em excesso pode causar problemas gástricos. Como recomendação deve ser parado de tomar 10 dias antes de qualquer cirurgia inclusive dentaria. Popularmente ainda é considerado rico em oxidantes, evita o envelhecimento celular, fortalece o sistema imunológico, vermífugo, antifungo, inseticida, antibacteriano, redução pressão arterial, e outros.

O cultivo do alho exige conhecimento e tecnologia. Começando pela semente adaptado ao clima local quanto a temperatura, umidade e luminosidade. A maioria das doenças são transmitidas pelos bulbilhos (dentinho), portanto é preciso estar livre de doenças.

Sementes certificadas ou é possível fazer a própria semente, mas, exige muito cuidado e tecnologia. A consulta com Engenheiro Agrônomo que atua na cultura é importante. A EMBRAPA desenvolveu tecnologia para produção de sementes livres de vírus onde o produtor pode manter um banco de sementes em sua propriedade e inclusive podendo multiplicar sementes. Há bons trabalhos no site para ser consultados, mas, exige cuidados e tecnologia.

Lembretes importantes. Ele é medicinal quando esta cru pelo menos na sua potência máxima de propriedades curativas. No preparo de pratos como tempero é delicioso e passa por cozimento etc., mas, continua valendo como condimento e sim leva parte medicinal. Há outros usos como óleo de alho, tintura de alho, água de alho, capsulas de alho, macerado com vinho e outros.

Quanto ao chá de alho puro ou com gengibre, limão, cozido, usado para suadouro, tomado em jejum, e várias outras formas é preciso ressaltar que muitas vezes faltam comprovação de resultados científicos. Portanto cuidado pode funcionar para alguns e não ser recomendado para outros. A consulta médica é importante. E é contraindicado para bebes, mães que amamentam, pessoas com doenças autoimunes e HIV.

DICA: Como guardar, em lugar seco, arejado e escuro em forma de tranças – Réstia. O comprado no mercado numa cestinha em local arejado e protegida da umidade e luz.

 


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