Amapergs Sindicato cobra urgência na publicação das promoções dos servidores penitenciários

Presidente do Sindicato reclama que servidores estão esquecidos e denuncia condições de trabalho precárias


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Foto: Divulgação

As condições consideradas precárias de trabalho foram denunciadas pelo presidente da Amapergs, Saulo Felipe Basso dos Santos, durante entrevista ao programa Operação Conjunta, nesta quinta-feira (6), na Rádio Independente. O presidente cobra do Governo do Estado melhores condições de trabalho, mais equipamentos e promoções para os servidores penitenciários. Um dos casos que deixou a categoria insatisfeita foi o fato de todos os servidores da segurança pública terem recebido suas promoções, menos os servidores penitenciários. “Há poucos dias saíram as promoções dos colegas de segurança pública, e para a nossa perplexidade, não recebemos. Isso significa que nós assumimos outras funções que nem temos treinamento. Nos sacrificamos, colocamos em risco nossos entes e a nós mesmos. Estamos sempre cumprindo as nossas atribuições. Não é justo que os outros colegas recebam as promoções e esse direito não é estendido a nós”, afirma o presidente.

Os representantes dos servidores estiveram reunidos com o Governador em Exercício, Deputado Gabriel Souza, e um ato em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre. “O governador em exercício manifestou apoio à nossa reivindicação. Aguardamos que a conversa dele com o governador Eduardo Leite, tenha êxito e seja positiva. Grande parte dos colegas está triste, indignados. Dia 11 temos uma assembleia”.

A Amapergs Sindicato não descarta a possibilidade de greve. “Queremos providências imediatas. Que se cumpra o decreto vigente. Está muito claro que ninguém mais tolera o nível de descaso, manipulações individualistas e anti profissionalismo que assistimos ano após ano na Susepe. As bases regionais e o comando de greve já estão se organizando. Não temos mais condições de suportar. Na Assembleia Geral Extraordinária programada será decidido o rumo da classe neste ano de 2022. O Governo Leite tem se mostrado inacessível ao diálogo, tomando ações que visam o desmonte da estrutura funcional prisional, apresentando propostas, inclusive, de retirada de atribuições fins dos servidores penitenciários. E isso a categoria não vai permitir. ”, destaca.

A categoria espera que o Governo apresente uma alternativa até o dia 11 de janeiro. Após este dia os servidores irão definir o que fazer em assembleia. Atualmente, segundo o presidente, o Rio Grande do Sul tem 153 casas prisionais. São mais de 44 mil presos e somente 4 mil agentes, cerca de 50% do considerado ideal.

Texto: Cícero Copello

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