“Amo o que faço”, conta Vânia, motorista de ônibus há 15 anos

À Rádio Independente, ela relata sua trajetória, a rotina e os desafios de ser mulher em uma profissão amplamente ocupada por homens


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Vânia Halmenschlager, motorista de ônibus (Foto: Rodrigo Gallas)

No quadro “Sem Preconceito” do programa Panorama desta sexta-feira (24), conversamos com Vânia Halmenschlager, motorista de ônibus há 15 anos. À Rádio Independente, ela contou sua trajetória, a rotina e os desafios de ser mulher em uma profissão amplamente ocupada por homens. Vânia diz sentir orgulho do seu trabalho e, que, não se imagina em outro ramo: “Amo o que faço.”

Natural de Venâncio Aires, começou na profissão nesta cidade. Trabalhando em uma empresa de ônibus, realizava serviços gerais. Na época, fazia faculdade de Educação Física. Em um certo dia, seu patrão ofereceu a oportunidade de manobrar os ônibus na garagem da empresa.

A partir deste momento, começou a tomar gosto pela profissão. Fez carteira de motorista, do tipo D, para dirigir coletivos e largou o seu curso devido a incompatibilidade de horários. Seu pai, motorista da prefeitura de Venâncio, a incentivou na profissão.

Ela diz ter sofrido “bastante” preconceito no início. “Não escutava nada falando pra mim, mas com certeza, existia o receio entre os passageiros ao ver uma mulher dirigindo um ônibus”.

Quando começou na profissão, Vânia tinha uma colega motorista. Em Lajeado, há nove anos, época em que chegou na cidade, era apenas ela de condutora. Na sua última empresa, eram três mulheres. “Até hoje as pessoas se espantam. Tem gente que não sabe que tem mulheres dirigindo ônibus, principalmente, os mais velhos.”

Ela diz que ainda existem poucas mulheres porque as empresas, em geral, não oportunizam o começo. Como há necessidade de experiência, fica difícil iniciar.

Atualmente atua no fretamento, levando funcionários até seu local de trabalho, mas até pouco tempo, atuava no transporte de linhas urbanas. “No urbano tu acaba tendo mais contato com os passageiros”, relata. Ela levanta às 3h e inicia o seu trajeto às 3h50. No fim da tarde, faz o trajeto de retorno dos trabalhadores.

Vânia tem uma filha de sete anos.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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