Amvat decide proibir esportes coletivos e eventos de entretenimento até sexta

Governantes avaliarão possíveis flexibilizações durante a semana e novo encontro, na sexta, poderá reverter o quadro


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Foto: Ilustrativa / Pixabay

Em reunião virtual realizada na tarde desta segunda-feira (17), a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) decidiu por manter proibida a realização de esportes coletivos amadores e de eventos infantis, sociais e de entretenimento na região. A decisão vale até a próxima sexta-feira (21), quando os prefeitos da região se reúnem novamente, a partir das 14h, para voltar a debater o assunto.

Participaram do encontro cerca de 25 prefeitos, além dos integrantes do comitê técnico regional, que se posicionaram contra a retomada dessas atividades. Os líderes regionais preferem observar a evolução do quadro do coronavírus ao longo da semana para manterem ou mudarem o posicionamento.

Após a divulgação do sistema 3As do governo estadual, na última sexta (14), em substituição ao Modelo de Distanciamento Controlado (mapa das bandeiras), o setor de esportes entendeu que a prática de esportes, como o futebol, estava liberada e muitos jogos vêm acontecendo desde então no Rio Grande do Sul. Na região, há dúvidas sobre o que o decreto permite ou não.

O secretário da saúde de Lajeado e coordenador do comitê técnico regional, Claudio Klein, diz que o decreto permite práticas esportivas, mas estipula distância de dois metros entre as pessoas, o que não seria possível no futebol, basquete e outros esportes. “A gente lutou para abrir as escolas, estamos lutando para vacinar os professores e não fechar as escolas. Lutamos desde o início para manter o comércio aberto. Mantivemos toda a indústria funcionando. Ou seja, preocupação com a ideia da economia continuar funcionando. Na questão das escolas, eu entendo ser uma atividade tão fundamental quando qualquer outra ação. Então, nesse sentido, eu acho que a restrição a essas questões de lazer e dos esportes, embora importantes, acho que valeria a pena esperar um pouquinho mais”, argumenta o médico.

Texto: Ricardo Sander
ricardosander@independente.com.br

1 comentário

  1. “Lutamos desde o início para manter o comércio aberto”. E quem depende dos campos para sobreviver? Não é comércio também!!?. Que tanta ladaia destes governantes, faz favor. Se querem parar com os esportes precisam fiscalizar melhor, os jogos na verdade só estão proibidos na cidade porque no interior corre solto e não é por isso que os casos de Covid aumentaram.

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