Amvat envia na tarde deste sábado o recurso para reverter bandeira vermelha do Vale do Taquari

O documento foi enviado ao Comitê de Dados do Sistema de Distanciamento Controlado do RS.


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Foto: Governo do RS / Divulgação

O documento do recurso para reverter a bandeira vermelha do Vale do Taquari foi encaminhado ao Comitê de Dados do Sistema de Distanciamento Controlado do RS na tarde deste sábado pela Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), num trabalho conjunto com a prefeitura de Lajeado e equipe técnica do Hospital Bruno Born (HBB). O objetivo é que a situação seja revista e que a região permaneça na bandeira laranja.

O presidente da Amvat e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan, lamenta que mais uma vez o governo do estado mudou as regras de última hora. Ele também ressalta que mais uma vez a questão da prevalência de uma região que não é considerada área crítica seja classificada com bandeira vermelha. “Temos um bom grau de testagem, o número de óbitos está o mais baixo do estado, com 1,35; a questão das hospitalizações está estável; então, os indicadores não estão ruins. Temos plena de disponibilização de leitos na nossa região.” A partir dos dados apresentados, a expectaiva é que essa situação seja revertida. “E se o estado não aceitar, vamos nos reunir em assembleia para tomar atitudes mais fortes, para pressionar e até utilizar a via judicial caso seja necessário, para resolver a questão.”

Ainda segundo Kaplan, mais uma vez a entidade contou com apoio da equipe técnica do diretor executivo do Hospital Bruno Born, Cristiano Dickel. “Esses dados são fundamentais para termos informações consistentes para embasar e encaminhar o documento.”
Para o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, este não é o momento para a região ser classificada como bandeira vermelha. Ele também lamenta que o fato do governo do estado ter mudado os critérios na sexta-feira (31) – dia em que a rodada das bandeiras é divulgada. “Pegou todos de surpresa e esse novo regramento não está regulamentado ainda, então, esse é um dos focos do recurso”, afirma

Caumo ainda explica que o documento destaca que o fato de Lajeado testar mais, tem um retrato transparente e real de como a doença tem se comportado, então a velocidade de contágio, que é um dos critérios que mais passaram a ser contabilizados aqui no Vale, é real. “A região já deu conta desta velocidade de contágio, de atender a todos estes casos em outros momento em que também passou por este número de casos. Por isso, não é o momento de uma bandeira vermelha ao Vale, afinal de contas, nós conseguimos com as nossas estruturas atender toda a população.” Caumo também afirma que a capacidade hospitalar do Vale atende todas as necessidades, pois já enfrentou surtos em frigoríficos, em casas de idosos e em presídios, “Estamos atendendo pessoas de outras regiões e ainda atendemos a toda nossa população. Não é momento de bandeira vermelha, por isso, espero que isso tudo seja considerado e a gente consiga reverter essa situação.”

Classificação

A região de Lajeado ficou com a segunda pior nota dentre as 20 regiões de saúde do estado: 1,75, atrás apenas da região de Taquara, que recebeu a nota 1,81. Para chegar a bandeira laranja é preciso ficar em, no máximo 1,49. Há duas semanas quando a classificação foi de bandeira vermelha houve a reversão da nota 1,74.

O que motivou a bandeira vermelha

Dos 11 indicadores do Modelo de Distanciamento Controlado do RS, o Vale do Taquari teve três bandeiras pretas: leitos de UTI livres/ leitos de UTI ocupados por pacientes Covid – válido para todo o estado – (nota 0,89); número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias por 100 mil habitantes (11,47) e número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias em comparação com os sete dias anteriores (nota 1,45). Dentre as quatro bandeiras vermelhas a pior nota foi a relativa à projeção no número de óbitos pelo período de uma semana para cada 100 mil habitantes (2,33). Ainda foram três bandeiras laranjas e uma amarela.

Texto: Rita de Cássia
redacao@independente.com.br

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