Amvat enviará, neste sábado, recurso para reverter bandeira vermelha do Vale do Taquari

Região de Lajeado teve a segunda pior nota dentre as 20 regiões de saúde do Estado.


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Foto: Prefeitos de Lajeado e Imigrante organizam recurso (Foto: Ricardo Sander/Arquivo)

A Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) enviará neste sábado (1º) um recurso para tentar reverter a classificação preliminar do Governo do Estado, que colocou a região de Lajeado, formada por 37 municípios (a maioria do Vale do Taquari) na bandeira vermelha nesta sexta-feira (31).

A região de Lajeado ficou com a segunda pior nota dentre as 20 regiões de saúde do estado: 1,74, atrás apenas da região de Taquara, que recebeu a nota 1,81. Para chegar a bandeira laranja é preciso ficar em, no máximo 1,49. Há duas semanas quando a classificação foi de bandeira vermelha houve a reversão da nota 1,74.

O que motivou a bandeira vermelha

Dos 11 indicadores do Modelo de Distanciamento Controlado do RS, o Vale do Taquari teve três bandeiras pretas: leitos de UTI livres/ leitos de UTI ocupados por pacientes Covid – válido para todo o estado – (nota 0,89); número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias por 100 mil habitantes (11,47) e número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias em comparação com os sete dias anteriores (nota 1,45). Dentre as quatro bandeiras vermelhas a pior nota foi a relativa à projeção no número de óbitos pelo período de uma semana para cada 100 mil habitantes (2,33). Ainda foram três bandeiras laranjas e uma amarela.

Conforme o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, que coordena o recurso ao lado do prefeito de Imigrante e presidente da Amvat, Celso Kaplan, e do diretor executivo do Hospital Bruno Born, Cristiano Dickel, o recurso seria baseado em cinco pontos principais, mas agora terá que ser reformulado devido às mudanças dos critérios adotadas pelo governo. “Não podemos concordar com esta metodologia que muda sem regra pré-determinada e pega todas as regiões e surpresa. O futuro de uma semana de região não pode ficar condicionado a essas incertezas de uma simples forma matemática”, cita.

Caumo diz que, diferente das últimas semanas, até às 20h desta sexta não havia tido acesso aos números analisados pelo governo, como internações hospitalares, para o fechamento na nota. Ele se mostrou chateado pelo fato de ter tomado conhecimento pela imprensa quanto às mudanças dos critérios adotados pelo governo.

O presidente da Amvat, Celso Kaplan diz que a Amvat está mobilizada e acredita na reversão. “Temos certeza de que o Vale sairá desta bandeira vermelha até segunda-feira porque nós temos trabalhado e mobilizado toda a nossa região e com certeza, isto vai fazer a diferença”, estima.

Texto: Ricardo Sander
ricardosander@independente.com.br

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