Amvat espera manutenção do sistema de cogestão e reversão da bandeira preta para o Vale do Taquari

"Não é na escola, no comércio de varejo ou dentro de uma indústria que acontece a maior proliferação", afirma Paulo Kohlrausch.


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Prefeito de Santa Clara e presidente da Amvat, Paulo Kohlrausch (Foto: Gabriela Hautrive)

O presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), Paulo Kohlrausch, relatou detalhes da reunião entre os presidentes das associações de municípios do RS com o governo do estado, realizada na manhã desta segunda-feira (22). Os representantes municipais pediram a manutenção da cogestão, sistema que permite aos prefeitos adotarem medidas mais brandas às determinadas pelo Modelo de Distanciamento Controlado do RS.

Conforme Kohlrausch, o atual momento da pandemia de coronavírus é de grande dificuldade para a saúde pública. Por isso, reforça que é preciso dividir responsabilidades, com as decisões compartilhadas entre o governador Eduardo Leite e os gestores municipais. “Os outros executivos também devem participar”, opina.


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Para o presidente da Amvat, “independente de qualquer situação, que se preserve comércio de varejo, a indústria e escolas presenciais, principalmente a educação infantil e as séries iniciais”, ressalta.

A região de Lajeado, que compreende a maior parte dos municípios do Vale do Taquari, foi classificada como bandeira preta na 42ª do Modelo de Distanciamento Controlado do RS. Neste domingo (21), a Amvat entrou com recurso para permanecer na bandeira vermelha. O gabinete de crise do Governo do Estado avalia e deve dar uma resposta na tarde desta segunda-feira (22). “A confiança e a esperança é grande” por um retorno positivo, afirma Paulo Kohlrausch.

O presidente da associação de municípios do Vale avalia que, se o Piratini manter o sistema de cogestão, será para o estado inteiro, e não para regiões específicas. Ele analisa que, atualmente, tem-se um maior conhecimento da disseminação do vírus e como ele afeta o ser humano. “Não é na escola, no comércio de varejo ou dentro de uma indústria que acontece a maior proliferação”, afirma. Para Kohlrausch, o maior contágio se dá em eventos clandestinos, durante as férias, na praia, no carnaval — em resumo, em episódios de maior aglomeração sem os devidos cuidados de distanciamento e higiene.

“Um dos lugares onde mais pode se ter o controle dessa situação são nas escolas, onde as crianças são cuidadas por uma estrutura hierarquizada, ou mesmo no comercio ou nas indústrias”, defende ele, sobre as medidas adotadas por essas instituições.

“Resumindo, nós acreditamos que não é CNPJ, é o CPF a questão da pandemia. Nós temos que nos conscientizar, estimular a nossa população de que isso não é brincadeira e que a responsabilidade é de todos”, argumenta.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

1 comentário

  1. Qual o problema do Vale do Taquari? Sempre em todas as vezes querem reverter a bandeira e o compromisso contra o Covid. Todas as vezes. Já chega de tamanha irresponsabilidade, pois não monitoram o pessoal aglomerado em frente a univates no final de semana, nem os barzinhos lotados. Não fazem nada a não ser serem um bando de lambe sacos. Lajeado só tem lambe sacos.

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