Amvat reprova calendário do Estado e sugere volta às aulas pelo Ensino Superior mediante aval sanitário

Ofício encaminhado nesta segunda à Famurs propõe retorno escalonado e creches fechadas em 2020.


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Foto: Reprodução / Freepik

Em ofício encaminhado nesta segunda-feira (17) à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e a Associação dos Secretários Municipais de Educação do Vale do Taquari (Asmevat) se posicionaram contrárias ao calendário de retomada das atividades nas escolas do Estado proposto pelo Governo do Estado. O documento, assinado pelo presidente da Amvat e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan, o Lelo (PP), defende que o retorno ocorra pelo Ensino Superior e que a creche (crianças de zero a três anos) não retorne em 2020. A proposta do governo Eduardo Leite era de retomada das atividades presenciais no dia 31 de agosto, pela educação infantil.

Segundo o documento da Amvat, o retorno presencial deve ocorrer somente se a área sanitária da Secretaria da Saúde do Estado, apresentar documento oficial dando respaldo e segurança aos alunos e profissionais da educação de que o estágio da pandemia permita o retorno das atividades presenciais. Estabelece ainda que o retorno seja de forma escalonada das atividades, até se atingir no máximo 50% da capacidade de cada sala de aula, que a progressão do escalonamento se dê com intervalos de sete dias entre as modalidades de ensino, e que o turno integral só retorne quando houver uma vacina.

Os prefeitos do Vale do Taquari pedem também que seja incluído na discussão com o governo do estado o transporte escolar, que majoritariamente é custeado pelos Municípios, sendo que muitos prestam o serviço a alunos da rede estadual.

A Amvat e a Asmevat propõe o retorno das aulas da seguinte forma:

1 – Ensino Superior;
2 – 3° ano Ensino Médio e Técnico e 9° ano Ensino Fundamental;
3 – 1° e 2° anos do Ensino Médio e Técnicos e 9° ano do Ensino Fundamental;
4 – 1° e 2° anos do Ensino Médio e 8° ano do Ensino Fundamental;
5 – 1° ao 30 anos do Ensino Fundamental; Pré-escolar da Educação Infantil (4 e 5 anos)
6 – Etapa creche (0 a 3 anos), sem retorno presencial em 2020.

Em levantamento junto às prefeituras, a Famurs observou que a maioria dos municípios é contra o calendário do Palácio Piratini. Foram ouvidos 409 dos 497 prefeitos do Estado. Desse total, 94% discordam da proposta. Parte dos gestores diz esperar uma vacina contra a Covid-19 e a diminuição dos casos da doença para a retomada das aulas. Outra parcela só considera viável reabrir as escolas em 2021.

A pesquisa da Famurs deve ser concluída nesta segunda-feira. O estudo completo deve ser apresentado ao Governo do Estado na quarta-feira (19).

Texto: Ricardo Sander
ricardosander@independente.com.br

1 comentário

  1. Prefeitos do Vale do Taquari (AMVAT), são safados como qualquer outro político, hipócritas e dementes, quando o Governo Estadual pediu o fechamento do comércio, houve uma gritaria generalizada dos prefeitos contra o fechamento, agora que o Governo Estadual deixa a decisão de abertura das escolas para os Municípios, são contra, e jogam toda responsabilidade para Lajeado, … Fácil assim, pimenta nos olhos dos outros e refresco…

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