Anestésico para tratamento de pacientes covid teve aumento de preço em 10 mil %, diz presidente da CPI dos Medicamentos

Deputado Thiago Duarte realiza visita técnica no Vale do Taquari nesta quinta-feira


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Deputado estadual e médico Thiago Duarte (Foto: Divulgação)

O presidente da CPI dos Medicamentos e Insumos Covid-19 da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado estadual e médico Thiago Duarte (DEM), realiza visita técnica em hospitais das regiões dos Vales nesta quinta-feira (24). Um dos hospitais a ser visitado é o Bruno Born (HBB) de Lajeado.

Em entrevista ao programa Acorda Rio Grande, o legislador revela que em Santa Maria, local em que esteve nesta quarta-feira (23), o medicamento Midazolam chegou a ter aumento de preço de 10 mil %. A ampola do anestésico, utilizado para intubar pacientes covid, custava R$ 2,00, mas chegou a ser comercializado a R$ 199,00.


ouça a entrevista

 


 

“Não tem como não dizer que está em curso neste processo a ganância destes grupos. O desejo em ganhar dinheiro na desgraça das pessoas.”

Atualmente, segundo o deputado, o mesmo medicamento está custando R$ 25,00. “A gente percebe que a cada nova onda [..] estes grupos ainda tentam aumentar os medicamentos.” “A CPI já está cumprindo seu papel de evitar estas elevações de preços horizonteantes.”

A Comissão

A CPI foi constituída para investigar os aumentos exorbitantes de preços de medicamentos e insumos utilizados no tratamento dos pacientes da Covid-19 no RS. A Comissão está ouvindo representantes do setor público e privado e da indústria farmacêutica para apurar as razões do aumento exorbitante desses medicamentos.

A comissão tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, podendo apontar irregularidades, ilegalidades, crimes e provocar o indiciamento de responsáveis.

Conforme Duarte, mais de 60 oitivas, com direções de hospitais e médicos, foram realizadas. Além disso, houveram mais de 30 inspeções técnicas nos municípios. Na próxima semana ocorrerá a quebra do sigilo fiscal de mais de 550 mil notas fiscais de medicamentos.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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