Ano começa com falta de medicamentos nos postos de saúde de Arroio do Meio

Conforme secretário da saúde, problema ocorre desde novembro de 2020 e deverá ser solucionado até o final do mês.


0
Farmácia municipal é a única unidade que ainda possui medicamentos, o que resulta em grandes filas (Foto: Caroline Silva)

Quem necessita de medicamentos nos postos de saúde dos bairros de Arroio do Meio pode ter dificuldades. Isso porque desde novembro as unidades estão com baixo estoque dos remédios mais comuns, como para dores e anti-inflamatórios. Conforme o novo secretário da saúde do município, Gustavo Kasper, diz que já sabiam do problema, que ocorre desde a antiga gestão. “Gostaria de salientar que a gente assumiu na segunda-feira e estamos bastante cientes da situação. Tomamos conhecimento disso desde que fizemos a transição, em novembro e dezembro, mas a gente se limitava a resolver isso com antecedência”, explica.

O secretário garante que em breve o problema será solucionado e a equipe está empenhada para isso. “Vamos resolver isso o quanto antes. Nossa farmacêutica responsável voltou das férias e dependemos muito dela. Estamos preocupados porque não queremos deixar a comunidade desabastecida. Na farmácia central, por enquanto não faltam remédios, mas estamos no começo do mês. Temos que aguardar até a última quinzena do mês para fazer o pedido e não tem como fazer antes”, informa.

Kasper diz que a falta de remédios deve ser solucionada até o final de janeiro. “Pretendemos, no próximo pedido, acertar todas as quantidades e ter disponibilidade de estoque. Não temos como resolver de imediato”, ressalta.

Filas

Além da falta de medicamentos, outro ponto que é motivo de reclamação dos moradores é a demora no atendimento na Farmácia Municipal de Arroio do Meio, o que ocasiona filas de pessoas. O idoso de 71 anos, Celso Piassini, disse que já chegou a esperar durante duas horas na fila. “Hoje vai dar mais de duas horas, não é sempre, tem horas que não tem essa fila, mas das 13h até as 16h sempre a fila é grande”, conta.

Quem também reclama das grandes filas é a idosa Rita Terezinha Lopes, de 70 anos. “ Agora é péssimo o atendimento, antes não demorava tanto. Tomo remédios contínuos e preciso sempre vir aqui. E aqui é muito abafado”, comenta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui