Antecipar mentalmente o prazer de uma vivência futura melhora o nosso estado emocional

A felicidade é o que gera o sucesso, e não o sucesso que consegue trazer a felicidade.


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Foto: Dirce Becker Delwing

“O jeito Harvard de ser feliz” foi publicado em 2012, esta já é vigésima segunda edição. O autor é Shawn Achor, de 42 anos. O título deste livro refere a universidade de Harvard, que fica nos Estados Unidos, porque o Shawn estudou e lecionou lá, totalizando um período de 12 anos, tempo em que se debruçou sobre o estudo da felicidade.

Ele entende que a felicidade vem antes do sucesso. A felicidade é o que gera o sucesso, e não o sucesso que consegue trazer a felicidade. Ou seja, você precisa estar de bem com a vida para evoluir, avançar na carreira ou ter um desempenho excelente num projeto. Quando você é positivo, se envolve mais, fica mais criativo, motivado, energizado e produtivo.


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Destaco, a seguir, mais algumas das reflexões que estão no livro. Não transcrevi de forma literal.

– Muitas vezes, a parte mais agradável de uma atividade é esperar por ela. Se você não puder tirar férias neste momento ou se não puder sair com os amigos esta noite, anote isso, essa intenção, na sua agenda, mesmo se for para daqui a um mês ou um ano. Assim, sempre que precisar de uma injeção de felicidade, lembre-se do evento que está por vir.

Quando li isso, lembrei-me do quanto é prazeroso imaginar vivências futuras, caminhar pelos lugares mais desejados, abraçar pessoas que talvez nunca iremos conhecer pessoalmente, ou comemorar mentalmente a conquista de um prêmio que ainda está por vir. A alegria antecipada pode nos salvar de muitas inquietudes.

– Encontre um sentido para seu trabalho. Imagine duas pessoas fazendo faxina numa escola. Uma se concentra apenas na sujeira que deve limpar enquanto que a outra acredita que está contribuindo para um ambiente mais limpo e mais saudável para os alunos. Afinal, seu trabalho poderá melhorar o dia daqueles que passarem por aquele ambiente. Veja só, as duas pessoas realizam as mesmas tarefas todos os dias, mas suas atitudes mentais diferentes ditam sua satisfação no trabalho, seu senso de realização e, bem possível, seu desempenho no trabalho. Você pode ter o melhor emprego do mundo, mas, se não conseguir encontrar um sentido para ele, não o apreciará.

– Imagine que você entra em um banco. Há 50 outras pessoas no ambiente. Um ladrão entra e dispara sua arma uma vez. Você é atingido no braço direito. Se você estivesse contando a situação ocorrida aos amigos e colegas, você se descreveria como um sortudo ou um azarado? Nas mais diversas situações, você fala sobre si como vítima ou protagonista?

– Tente, todos os dias, saber uma coisa nova sobre um colega de trabalho para que possa referir em conversas posteriores. Dessa forma, criará vínculos fortes com aqueles que estão à sua volta.

– Promova um contágio emocional positivo. O ato de sorrir, por exemplo, faz o seu cérebro achar que você está feliz, de forma que ele começa a produzir as substâncias neuroquímicas que, de fato, fazem você se sentir bem. “Finja até virar verdade”. Quer um exemplo de contágio emocional? Passe muito tempo perto de um chefe sisudo ou ansioso e você começará a se sentir triste ou estressado, mesmo se você estava animado antes.

Dirce Becker Delwing, psicóloga e psicanalista clínica 

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