Antes rejeitada, saiba como surgiu o hit “Evidências”, de Chitãozinho e Xororó

“Evidências” é fruto de uma parceria entre os compositores José Augusto e Paulo Sérgio Valle. A canção foi escrita no final da década de 1980


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Foto: Divulgação

Há cinquenta anos, José Lima Sobrinho e Durval de Lima davam os primeiros passos para uma carreira meteórica. Sertanejo ou caipira – isso agora tanto faz-, a verdade é que Chitãozinho e Xororó trilharam um caminho cheio de altos e baixos até se tornarem o que são hoje. Os números da maior dupla sertaneja do Brasil impressionam: são mais de 40 milhões de discos vendidos, 39 álbuns inéditos e 10 DVDs, centenas de discos de ouro, platina e diamante, dezenas de prêmios na música, incluindo 5 Grammys, mais de 6 mil shows, mais 400 músicas gravadas e por aí vai.

E por falar em música, algo que eles entendem um ‘bocado’, OFuxico aproveita as comemorações dos 50 anos da dupla para contar como surgiu um dos maiores hits da carreira, um marco na história da música brasileira que, além de se tornar um clássico em todos os karaokês, quebrou barreiras culturais fazendo todo o mundo cantar ao menos seu inconfundível refrão:

“E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!

Origem de “Evidências”

“Evidências” é fruto de uma parceria entre os compositores José Augusto e Paulo Sérgio Valle. A canção foi escrita no final da década de 1980. Em conversa com o jornal Correio Braziliense, a dupla falou sobre a concepção da música. A começar, eles disseram que não fizeram a canção pensando em um determinado artista ou grupo específico.

“Não posso dizer que a gente tenha pensando em algum intérprete, fizemos porque gostamos mesmo de fazer música romântica”, contou Paulo Sérgio Valle. José Augusto acrescentou argumentando que a intenção “era colocar uma história de amor bem-sucedida e com positividade porque, mesmo perdendo a pessoa, ficava a positividade de que ela ia voltar”, disse o compositor.

De acordo com a publicação, José Augusto estava incomodado com a letra (quase) pronta. Ele ligou para Paulo Sérgio dizendo que faltava uma conclusão para a melodia, mas ainda não sabia como. “Eu não senti isso, para mim estava perfeito”, recordou Valle. Foi então que, super inspirado, José Augusto mexeu aqui, mexeu ali saindo o grande verso. “Diz que é verdade, que tem saudade/que ainda você pensa muito em mim”.

Rejeição

Em 1989, “Evidências” foi apresentada em uma reunião da qual participaram sete pessoas entendedoras do meio musical. A maioria torceu o nariz dizendo que a letra “era complicada e não tinha chances de fazer sucesso”, contou José Augusto ainda à publicação. Mas naquele grupo, estava Michael Sullivan , cantor músico, compositor e produtor musical, responsável por sucessos como: “Me dê Motivos”, de Tim Maia, “Whisky a Go-Go”, do Roupa Nova, “Deslizes”, de Fagner, entre outras centenas canções conhecidas. Com olhar e ouvido apurado, ele logo tratou de colocar “Evidências” no disco que seu irmão, Leonardo Sullivan, lançaria meses depois. Mas como a gravadora não acreditou no potencial da música, ela ficou ali em “baho-maria”, quase que esquecida.

Mas sabendo da capacidade que ela poderia alcançar, José Augusto não deve dúvida: gravou uma fita cassete com 10 faixas e encaminhou para diversos artistas, incluindo Chitãozinho e Xororó. Naquela época, a dupla estava selecionando música para um novo repertório. Bingo! Convencidos pela intensidade da letra, a dupla resolveu gravar para incluí-la no álbum “Cowboys do Asfalto”. Isso foi em outubro de 1990. No dia 4 de dezembro daquele mesmo ano a música “explodiu” e nunca mais parou de ser cantada e regravada.

Fonte: Ofuxico

 

 

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