“Ao agredir da forma que foi, ele assumiu o risco de lesionar gravemente ou de matar”, afirma delegado sobre agressão a árbitro

Árbitro Rodrigo Crivellaro passará por cirurgia e jogador responderá processo em liberdade


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Foto: Cícero Copello

Em entrevista no programa Operação Conjunta da Rádio Independente, na última quinta-feira (7), o delegado de Polícia Civil de Venâncio Aires, Vinícius Lourenço de Assunção, contou que foi pego de surpresa pelo caso da agressão ao árbitro Rodrigo Crivellaro, na segunda-feira (4), pelo ex-jogador do São Paulo de Rio Grande, Willian Ribeiro.

Assunção recebeu no celular um vídeo de agressão, e em seguida um policial plantonista ligou informando que a Brigada Militar apresentaria na Delegacia de Polícia um jogador de futebol que havia agredido o árbitro da partida válida pela séria A2 do Campeonato Gaúcho de Futebol. “Olhei o vídeo, e vi que era um caso grave. No caminho da delegacia, parei no hospital pra ver como estava o árbitro. Conversei com a médica, ela me disse que chegou com o quadro preocupante, lapsos de memória, não lembrava onde estava, o que havia acontecido e com frases desencontradas”, conta.

Para a ocorrência, o vídeo foi acrescentado às provas. “Por isso, e por ele ser atleta profissional ele assume o risco de matar uma pessoa e lesionar gravemente. Se tu quer lesionar alguém, tu não chuta na cabeça, ainda mais alguém que no momento estava indefeso”, afirma o delegado.

Assunção comenta que, com a ação, o jogador assumiu a vontade letal. “O árbitro estava indefeso, no chão e levou um chute na nuca. Naquele momento, ele exagerou. Realmente, tinha que ser autuado. E foi em flagrante”, afirma.

O delegado Assunção classifica a atitude do atleta como de covarde. A prisão em flagrante foi inevitável. “Acho que ele não esperava que isso pudesse acontecer com ele”, diz. Assunção ainda afirma que “fiquei tranquilo para tomar a decisão de prender”. “Ele vai responder o processo por tentativa de homicídio. Se ele vai ser condenado ou não, aí é com o juiz. Ele agiu no impulso, mas cometeu um ato horrendo. Se ele saísse ileso, nós teríamos uma forma de impunidade”.

O ex-jogador do São Paulo de Rio Grande vai responder por crime contra a vida. Se denunciado pelo Ministério Público, vai a júri popular. Imediatamente após o ocorrido, a direção do São Paulo rescindiu o contrato com o jogador.

O árbitro, que tinha cirurgia marcada para a última quinta-feira (7), vai passar por mais exames, pois tem uma lesão ligamentar na coluna cervical, na vértebra C6. Os novos exames dirão se há necessidade de cirurgia. CC

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