Ao completar 55 anos, CDL Lajeado busca reforçar ações solidárias em meio à pandemia

A CDL Lajeado tem atualmente 550 associados, o maior número de suas história


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Aquiles Mallmann, presidente da CDL, e Rodrigo Herrmann, vice-presidente de Comércio da CDL (Foto: Tiago Silva)

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lajeado completou 55 anos de fundação neste domingo (20). O primeiro endereço da entidade foi numa sala do prédio que hoje abriga a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). Em 1986, a CDL transferiu-se para o atual endereço, ganhando sede própria na Rua João Batista de Mello, 361, no Centro de Lajeado. Em sua história, a entidade já teve 29 presidentes.

O primeiro foi Bernardino Pinto (já falecido). No Redação no Ar desta segunda-feira (21), o atual presidente, Aquiles Mallmann, o Cascão, relembrou um pouco as histórias, as pautas que a CDL defendeu ao longo dos anos, o foco da atual direção e as metas para o futuro.


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A CDL Lajeado tem atualmente 550 associados, o maior número de suas história, ao que Castão acredita ser pela credibilidade da entidade. A maioria é do comércio (67%), mas também serviços (30%) e indústrias (2% ) compõem o quadro.

Além do papel representativo, a CDL Lajeado trabalha em prol do desenvolvimento dos associados e da comunidade regional como um todo. O desenvolvimento acontece através de ações como Lajeado Brilha, Dia das Mães, Compre Local, e da capacitação das pessoas através de cursos, workshops e palestras.

Na pandemia, a CDL Lajeado realizou campanhas de conscientização e promoção do comércio e serviços; lançou o “Compre Local”, para incentivar a compra no comércio local, e a campanha “Atitude: eu tenho a minha”.

Nessa linha, a direção busca reforçar ações sociais de solidariedade para se aproximar da comunidade, ouvindo mais o associado e trazendo-o para perto da entidade. De acordo com Mallmann, é algo que a CDL vem fazendo e procura realizar de forma mais incisiva.

Flexibilizações de horários

Nos 55 anos da CDL Lajeado, a Rádio Independente conversou com ex-presidentes. Eles contaram desafios, feitos e particularidades de seus períodos la liderança da entidade comercial. “Em 1981, ainda jovem, eu assumi a presidência da entidade”, recorda André Sander, responsável pela gestão 1981/1982. Conforme ele, seu foco foi destinado a questões internas, no administrativo e financeiro; na promoção do associativismo e em fortalecer o comércio com a ideia de Lajeado se tornar um polo regional no varejo.


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André Sander dirigiu a entidade na década de 1980

Sander ressalta a preocupação com o atendimento e na capacitação dos comerciantes para atuar com o público. Sua gestão preocupou-se em flexibilizar os horários para que as lojas pudessem abrir suas portas nos sábados à tarde.

Hoje, a entidade busca ter a possibilidade de que o comércio possa abrir aos domingos. Segundo o presidente Aquiles Mallmann, Lajeado é uma das sete cidades do Estado que tem vedada essa possibilidade. Em função disso, a CDL hoje tem como uma de suas pautas a liberdade de o empresário poder analisar e ver se no seu negócio seria interessante abrir aos domingos.

A primeira mulher presidente

A primeira mulher a liderar a entidade empresarial foi Érica Bettio. Ela esteve a frente da CDL Lajeado em dois mandatos, nas gestões 2006/2007 e 2007/2008. Conforme ela, “ser a primeira mulher foi muito tranquilo”. “Nunca senti nenhum tipo de discriminação”, destaca. Depois dela, a CDL teve nova presidente mulher na gestão 2010/2011, com Célia Beatriz Paz.


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Érica Bettio, a primeira presidente mulher da CDL Lajeado

Érica lembra que seu período como presidente “foi uma gestão bem tranquila”. “Sempre trabalhamos olhando na mesma direção”, pontua. A empresária lembra da preocupação com capacitar os comerciantes num momento em que o e-commerce ganhava peso.

Os desafios da gestão foram muitos, especialmente aumentar o número de associados e aumentar os inscritos na convenção regional, recorda.

Ela ressalta que liderar a câmara de dirigentes lojistas é uma doação e aprendizado. “Isso a gente leva junto quando a gente vai embora”, avalia.

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