Aos 94 anos, morre Dr. Günther Fleischhut, fundador da Unimed VTRP e ex-diretor do HBB

Médico que trabalhou por quase 50 anos em Lajeado, também foi fundador do pronto-socorro do Hospital Bruno Born


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Günther era conhecido por sua história e pelo carinho com que tratava os pacientes (Foto: Divulgação/HBB)

No dia em que completa 90 anos de fundação, o Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado, se despede de um de seus mais queridos participantes desta trajetória: morreu, às 2h34min da madrugada deste sábado, aos 94 anos, o médico Günter Gauby Fleischhut. Um dos médicos mais conhecidos de Lajeado, ele estava internado desde o dia 5 de julho. O HBB e a Unimed não informaram a causa da morte.

Cardiologista, era filho de um dos fundadores e primeiro diretor do HBB, Roberto Fleischhut. Günter foi fundador do pronto-socorro do hospital e da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo, além de desempenhar a função de diretor técnico do HBB por mais de dez anos.

Trajetória 

Günter Fleischhut iniciou sua história no HBB em 1958: antes, graduou-se em Filosofia e formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1955.

Casado com Ellen Wollheim Fleischhut, por mais de dez anos Günter foi diretor técnico do HBB. Ele também foi fundador do pronto-socorro do hospital e um dos fundadores da Altomed (Cooperativa de Prestação de Serviços Médicos e Hospitalares do Alto Taquari Ltda.), que precedeu a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (VTRP), tendo sido seu primeiro presidente. Em 2014, foi homenageado pelo curso de Medicina da Univates, dando seu nome ao Diretório Acadêmico.

O diretor executivo do HBB, Cristiano Dickel, ressalta a importância de Fleischhut na história da casa hospitalar. “É uma perda que lamentamos muito especialmente em função de sua trajetória humana e profissional. Com certeza o HBB tornou-se um hospital melhor por conta de seu trabalho, de sua passagem por aqui. Nossas homenagens e sincers votos de pesar à família”, diz.

Ele era conhecido pelo carinho e atenção com que tratava os pacientes – fruto, especialmente, de um tempo em que a medicina era diferente, com os médicos mais próximos das pessoas que precisavam do atendimento. Em 2014, em uma entrevista, ele revelou, em uma frase, o seu sentimento com esta relação: “Havia histórias tão bonitas que, às vezes, achava que eu que deveria pagar o paciente pela história e não ele pagar pela consulta.”

Atos fúnebres

O velório será realizado das 15h às 17h30 nas câmaras mortuárias da Funerária Huwe, em Lajeado. O sepultamento ocorrerá, neste domingo (11), às 10hs no Cemitério Evangélico de Porto Alegre. RS/AI

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