Apenadas do Presídio Feminino Estadual de Lajeado produzem bioabsorventes

Confecção é feita na oficina de costura por seis internas


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Participam da oficina seis detentas do Presidio Feminino de Lajeado (Foto: Caroline Silva)

O Presídio Feminino de Lajeado aderiu a produção de bioabsorventes com mão de obra de seis apenadas na oficina de costura. O Rio Grande do Sul é pioneiro na produção de protetores menstruais sustentáveis com máquinas, desenvolvidos por detentas. O projeto piloto deve ser expandido para outros estados.

As internas receberam material para produção de 500 absorventes, para uso próprio e também para distribuir para o público feminino privado de liberdade da 8ª Delegacia Penitenciária Regional (DPR). A diretora do presidio, Rita de Cássia Donini, ressalta que o protetor menstrual é sustentável e de alta durabilidade. “Ele é reutilizável, tem a durabilidade de até três anos, dependendo dos cuidados. É como os absorventes que compramos, mas fortalece a sustentabilidade”, explica.

Diretora do presidio, Rita de Cássia Donini (Foto: Caroline Silva)

Além disso, a diretora fala que as internas gostaram da nova atividade, que iniciou no dia 27 de julho, e que algumas já planejam seguir com a confecção quando estiverem em liberdade. “Já ouvi elas em ligação pedindo para o marido comprar máquina de costura, então vejo que elas têm bastante interesse. A costura aqui na região tem carência de mão de obra, então queremos dar uma especialização para elas, para quando saírem daqui, tenham condições de trabalhar fora ou por conta própria”, destaca.

Elas aprovam

A fala de Rita de Cássia é reafirmada pelas detentas que participam da oficina. Uma delas diz que vê como uma oportunidade. “É uma oportunidade para quando sairmos para rua de termos algo que fazer. O bioabsorvente é mais complicado de fazer, mas estamos conseguindo”, conta.

A outra conta que aprendeu a costurar no presidio e já pediu ao marido para comprar uma máquina de costura. “Nunca costurei antes, comecei aqui e agora eu gosto. Se tiver uma oportunidade lá fora nessa área, com certeza vou aceitar”, declara.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 

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