Apenadas do Rio Grande do Sul são pioneiras na produção de bioabsorventes

Eles podem ser reutilizáveis e, com a lavagem adequada, duram até três anos


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Foto: Alefer Dias/Divulgação SJSPS

O Rio Grande do Sul é pioneiro na produção de bioabsorventes com mão de obra das apenadas. A iniciativa se tornou referência nacional e está num projeto-piloto do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para ser expandido para outros Estados. Também chamados de absorventes ecológicos, são confeccionados com tecido tecnológico desenvolvido pela Herself, marca fundada em 2017 por estudantes de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Eles podem ser reutilizáveis e, com a lavagem adequada, duram até três anos.

O Presídio Feminino de Torres já está realizando a confecção de protetores menstruais sustentáveis com máquinas há um semestre. Na semana passada, apenadas do Presídio Feminino de Lajeado também iniciaram a produção. Esse modelo já tinha sido estudado em 2019 com apenadas do Presídio Feminino de Guaíba e com o Instituto Penal Feminino de Porto Alegre. Para acompanhar o trabalho realizado por 28 apenadas na oficina de costura casa prisional de Torres, a equipe do Depen visitou o local na quinta-feira (29).

A chefe da Divisão de Atenção a Mulheres e Grupos Específicos do Depen, Ana Lívia Fontes, disse que o objetivo da vinda ao Rio Grande do Sul foi visualizar a situação dessa população no sistema prisional e fomentar políticas públicas direcionadas. “Mulheres e grupos específicos já se encontram em situação de vulnerabilidade antes de entrar no cárcere e, durante o cárcere, essa vulnerabilidade é intensificada. Por isso o Depen tem interesse em ampliar para outros Estados ações relevantes como essa”, pontuou.

Fonte: Governo do RS

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