Apesar de promessa russa, ataques continuam na Ucrânia; depósito da Cruz Vermelha é atingido em Mariupol

Depósito teria sofrido dois ataques entre 19 e 26 de março


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Depósito da Cruz Vermelha

Apesar de a Rússia ter prometido reduzir os ataques na Ucrânia, bombardeios voltaram a ser registrados em Chernihiv, no norte, segundo afirmou o prefeito local Vladyslav Atroshenko. Também nesta quarta-feira (30), novas imagens de satélite foram divulgadas de Mariupol, uma das mais atingidas pelo conflito. O depósito da Cruz Vermelha que fica no centro da cidade foi afetado por pelo menos dois ataques.

A CNN obteve uma imagem de satélite da Maxar Technologies que confirma o ataque. Citando imagens adicionais que capturou, a empresa disse que o extremo norte do depósito foi atingido em algum momento entre 19 e 22 de março. Um segundo ataque militar, no extremo sul do edifício, ocorreu em algum momento entre 23 e 26 de março.

O porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Jason Straziuso, disse à CNN que é um armazém da Cruz Vermelha. “Não temos uma equipe no terreno, então não temos outras informações, incluindo possíveis vítimas ou a extensão dos danos”, disse Straziuso. “Podemos dizer que já distribuímos todos os suprimentos de ajuda no armazém”.

Sobre as negociações ocorridas na Turquia com os ucranianos na terça-feira (29), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta quarta (30) que as conversas “não foram promissoras”. “É positivo que o lado ucraniano tenha pelo menos começado a formular concretamente e colocar no papel o que propõe. Quanto ao resto, ainda não podemos afirmar nada promissor, nenhum avanço. Muito trabalho pela frente.”

Em entrevista a John Berman, da CNN, Atroshenko criticou a alegação da Rússia na terça-feira (29) de que planejava “reduzir drasticamente” seu ataque militar a Chernihiv e à capital ucraniana, Kiev. “Esta é mais uma confirmação de que a Rússia sempre mente”, disse ele a Berman.

A promessa da Rússia na terça-feira parecia mostrar sinais de progresso em direção a uma saída para o conflito. Mas, de acordo com Atroshenko, as hostilidades na verdade aumentaram em Chernihiv desde que a reivindicação foi feita.

Fonte: CNN

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