Após bugios mortos por febre amarela, Prefeitura de Venâncio Aires reforça importância de verificar situação vacinal 

"A febre amarela é uma doença silvestre, do meio rural", explica coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município


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A Prefeitura de Venâncio Aires confirmou nesta terça-feira (11) as mortes de dois bugios em decorrência de febre amarela. Os animais foram encontrados mortos nos dias 22 e 27 de abril, em terrenos localizados em Picada Castelhano e Linha Estrela.

A doença, entretanto, não é transmitida pelo macaco. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carla Lili Muller, explica que o bugio é tão vítima da doença quanto os humanos. “Ele é um sinalizador para nós”, aponta, ao indicar que há circulação viral.
Os casos servem de alerta para o risco de transmissão por mosquitos. Na manhã desta terça-feira (11), a Prefeitura de Venâncio Aires definiu a estratégia que usará para orientar a população a verificar sua situação vacinal.


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Carla Lili Muller, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Venâncio Aires (Foto: Divulgação)

A vacina contra a febre amarela faz parte do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pode ser encontrada nas Unidades de Saúde da Atenção Primária. Em Venâncio Aires, Carla diz que a cobertura vacinal é boa, com mais de 90% da população. Porém, cerca de 11 mil pessoas devem procurar a imunização.

O Rio Grande do Sul não registrava a presença do vírus causador da febre amarela desde 2009. Em janeiro, foi confirmada uma ocorrência em Pinhal da Serra, no Norte do estado, após a morte de um macaco. Desde então, outros municípios já confirmaram a presença do vírus, mas nenhum caso em humanos.

Conforme destaca a coordenadora da vigilância, a febre amarela é uma doença imunoprevenível. “Não sabemos como vai se desenvolver essa doença daqui para frente. A gente está se preparando com a vacinação. Por enquanto, desde 1945, não temos a doença em área urbana. Então, a febre amarela é uma doença silvestre, do meio rural. Por isso eu acredito que a gente consiga controlar”, avalia Carla.


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