Após conserto de caminhão, coleta de lixo urbano será normalizada até semana que vem, em Cruzeiro do Sul

Prensa do veículo foi danificada ao tentar processar material oriundo de descarte irregular


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Foto: Marcio Steiner
Foto: Marcio Steiner

O atraso no recolhimento de lixo doméstico, no município de Cruzeiro do Sul, tem gerado reclamações por parte dos moradores. De acordo com o secretário municipal de Administração e Finanças, Volmir Dullius, o transtorno se deve a problemas mecânicos no caminhão usado pela empresa responsável pelo serviço de coleta.

Dullius explica que, em dezembro passado, durante o processo de prensa no compartimento de carga do veículo, que é feito por meio de um equipamento hidráulico, o dispositivo foi danificado por entulhos de construção, material que estava misturado entre os detritos domésticos, e não pode ser descartado para a coleta de lixo convencional.


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O material, formado por madeira, pedras e até ferro, acabou danificando o sistema de prensa do caminhão, que precisou sair de circulação para conserto, o que redundou no atraso da coleta de lixo em todo o município. “Além do prejuízo financeiro, enquanto o caminhão está na oficina a empresa responsável pela coleta está trabalhando com outro veículo, sem a mesma capacidade, o que automaticamente resulta no atraso”, esclarece o secretário.

Por ouro lado, o secretário adianta que o caminhão que foi avariado, já está consertado e o serviço deve ser normalizado nos próximos dias. “O caminhão saiu segunda-feira (10) da oficina. Nesta terça-feira (11), foram realizados testes para ver se o veículo está funcionando, e nesta quarta-feira (12), o caminhão voltou a recolher o lixo. Se for preciso, serão colocados os dois caminhões em funcionamento para normalizar o serviço, inclusive no sábado (14)”, frisa Dullius.

Para dar destinação correta ao material que não faz parte da coleta regular de lixo domiciliar, o secretário reforça que existe um serviço especial para este fim. “Temos empresas especializadas na região, que fazem esse recolhimento. Este material também não pode ser descartado em qualquer lugar”, argumenta.

Volmir Dullius apela para que a comunidade colabore, e faça o uso correto das lixeiras. “Pedimos encarecidamente que as pessoas depositem lixo dentro das lixeiras. Entendemos que agora houve esse problema, mas depois de normalizarmos a coleta, solicitamos que os sacos de lixo não sejam depositados do lado de fora da lixeira”.

Além de restos de materiais de construção, há registros da empresa, da presença de animais mortos. “Os profissionais já se depararam com cães, gambás e até mesmo uma ovelha morta dentro do contêiner. É muito difícil admitir tais iniciativas”, assinala Dullius.
Volmir Dullius garante que o município irá investigar os casos e tomará as medidas cabíveis.

Texo: Luís Fernando Wagner
noticias@independente.com.br

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