Após o INSS cortar benefício, morador de Conventos passa a recolher material reciclado

"Com a minha esposa grávida e sem poder trabalhar e nem receber do INSS fui obrigado a recolher material reciclado", fala Jair de Lima


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Foto: Joel Alves

Em 2017, Jair de Lima (44) trabalhava em uma indústria quando sentiu fortes dores no peito. Ao ser levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lajeado, e passar por exames, foi diagnosticado com problemas no coração.

Lima foi proibido de fazer esforço e afastado de seu trabalho, sendo remunerado através de perícia pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Mas após quatro anos recebendo do INSS seu benefício foi cortado.

Como sua carteira permanece assinada na sua última empresa, não pode fazer esforço e também não recebe o benefício do INSS, Lima se viu obrigado a recolher material reciclado próximo de onde mora, no Bairro Conventos, em Lajeado.

Para conseguir recolher o material necessário, o casal sai cedo de casa, por volta das 5h e voltam por volta das 9h.

Com o material que recolhem o casal consegue uma média de R$ 1.700 por mês. Esse valor é usado para a água, luz, aluguel e o rancho.

Além disso, a esposa Lissani está grávida de cinco meses, uma preocupação a mais para o casal, pois ainda não conseguiram comprar nada para o enxoval da menina que está por vir.

“Com a minha esposa grávida e sem poder trabalhar e nem receber do INSS fui obrigado a recolher material reciclado”, desabafa Lima.

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