Após reunião decisiva, Estação Rodoviária de Estrela segue operando por mais seis meses

Contrato com a prefeitura poderá ser prorrogado ou não, podendo inclusive ser anulado antes do período, caso um novo concessionário vença o processo licitatório e assuma os trabalhos


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Estação Rodoviária de Estrela (Foto: Joel Alves / Arquivo)

A Estação Rodoviária de Estrela vai seguir com os serviços normalmente. A decisão veio após reunião realizada na manhã desta quarta-feira (29) com a direção da empresa que administra o serviço e com o governo municipal de Estrela. Havia sido divulgado pela própria direção que a partir da próxima segunda-feira (4) seriam paralisadas as atividades de venda de passagens, despacho de encomendas e informações ao público. Sendo assim, quatro funcionários seriam desligados.


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O administrador da Estação Rodoviária de Estrela, Nelson Noll, conta que na reunião ficou definido que será firmado um contrato provisório com a prefeitura garantindo a continuidade dos serviços por mais seis meses, podendo ser prorrogado ou não. “Daremos continuidade aos serviços pelo prazo de seis meses ou podendo ser prorrogado, porque depende do processo licitatório que esta por ocorrer, e leva muito tempo para que seja definido o novo concessionário que irá administrar a estação”, explica.

O documento deve ser assinado entre as partes já na próxima sexta-feira (1). Dessa forma, Noll diz que o espaço da rodoviária será utilizado pelos veículos da secretaria de Saúde. “A rodoviária vai ceder o espaço para os veículos da Secretaria da Saúde, e embarque de pessoas que vão para as unidades de saúde de outras cidades e regiões, assim auxilia a rodoviária e resolve um problema que a prefeitura estava tendo”, comenta.

Prejuízos acumulados

O empresário fala que foi estabelecido uma data limite para o fim de algumas atividades porque não era mais possível continuar operando. Conforme ele, os primeiros meses da pandemia foram difíceis, chegando a cerca de R$ 10 mil de prejuízo a cada 30 dias.

“O serviço vem sofrendo muito, entrou numa decadência muito grande em função da pandemia. Tivemos prejuízo em cima de prejuízo, chegamos num ponto que não tínhamos mais condições de dar continuidade”, lamenta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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