Após superar o câncer de mama, Maida se tornou voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer 

A moradora do Bairro Jardim do Cedro perdeu todo o cabelo em função da quimioterapia e teve a mama direita retirada


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Maida Arlete Ullrich superou o câncer de mama (Foto: Caroline Silva)

Aos 38 anos, a faxineira Maida Arlete Ullrich recebeu uma notícia que é o temor de muitas mulheres: o diagnóstico de um câncer de mama. A doença já estava em seu corpo durante dois anos. Após o resultado, foi a cirurgia para retirada da mama direita e as sessões de quimioterapia, que a fizeram ficar sem cabelo.


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Hoje, aos 46 anos, ela é uma das tantas pessoas que venceram o câncer. Maida, que é mãe e avó de dois netos, vive uma vida tranquila no Bairro Jardim do Cedro com a família, mas se emociona ao lembrar dos momentos de medo e sofrimento ocasionados pela doença. “Eu perdi o chão. O câncer faz a gente perder o chão, mas com luta, fazendo o tratamento correto e não perdendo a fé nunca, eu venci”, conta.

Ela diz que, quando precisou retirar sua mama e perdeu o cabelo, se sentiu menos mulher e precisou de muito apoio e ajuda psicológica. “A gente tem momentos de fraqueza, mas você precisa procurar coisas para superar aquilo, com fé, e focar em outras coisas. O tratamento psicológico é importante. Tudo isso ajuda, e hoje estou bem”, comenta.

Apesar de curada, Maida confessa que ainda convive com o medo da doença retornar. “Existe o medo, mas é preciso trabalhar isso e viver o dia de hoje porque o dia de amanhã não se sabe”, destaca.

Uma forma de retribuir 

Neste longo processo de recuperação da doença, Maida contou com o apoio dos médicos, família e também da Liga Feminina de Combate ao Câncer. Ela diz que a ajuda do grupo foi fundamental. “As meninas passavam na oncologia oferecendo bolachas e mensagens positivas. Depois passei a ganhar ajuda da Liga em tudo, com suplementos, tratamento psicológico e fui me apaixonando pelo trabalho delas”, conta. Isso tudo fez com que ela se tornasse voluntária da Liga como forma de retribuir o apoio recebido.

Maida faz parte do grupo desde 2019, e tenta ajudar e transmitir força para mulheres que passam pelo o que ela já passou. Além disso, destaca a importância dos exames de prevenção em todas as épocas do ano. “Sempre falo que você precisa se olhar todo o ano, não só em outubro. O câncer tem cura, mas é muito mais fácil se você recebe o diagnóstico no início. Você recebe o diagnóstico na hora certa porque Deus te prepara isso”, ressalta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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