Após suposta ameaça a familiares de Potrich, justiça determina prisão de Patussi

Acusado estaria coagindo testemunhas do processo, e ameaçando a viúva e o filho da vítima

1
Foto: Divulgação

No início da tarde desta quinta-feira (25), a juíza Jacqueline Bervian determinou a prisão de Carlos Alberto Weber Patussi. Após a Polícia Civil realizar buscas na casa do suspeito, ele foi preso no Fórum de Encantado.

Patussi é suspeito de ter assassinado e ocultado o cadáver do bancário Jacir Potrich, desaparecido desde o dia 13 de novembro de 2018. Nesta segunda-feira (22), o promotor André Prediger realizou novo pedido de prisão preventiva ao Ministério Público (MP), apresentando novos fatos.

Segundo Prediger, o acusado estaria coagindo testemunhas do processo, e ameaçando a viúva e o filho da vítima, que estiveram participando da coletiva concedida pelo promotor no dia 11 de abril. Em nota divulgada, o MP salientou que familiares da vítima foram perseguidos de carro e até mesmo a pé pelo réu. Patussi é acusado, inclusive, de afirmar a outras pessoas da comunidade que todos deveriam ter medo dele.

Segunda prisão

Esta é a segunda vez que o dentista acusado pela morte de Potrich é preso. Na manhã do dia 23 de janeiro ele foi preso, temporariamente, em seu apartamento em Capão da Canoa, no litoral Norte do Estado. Na ocasião, Patussi ficou preso por uma semana no Presídio Estadual de Encantado, até o dia 31 de janeiro, quando recebeu o habeas corpus.

Homicídio triplamente qualificado

Patussi é acusado pelo MP por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe (a desavença existente entre os dois há anos em virtude da troca de endereço do banco no qual a vítima era gerente) e ocultação de cadáver. Conforme Prediger, os elementos colhidos e anexados ao inquérito são suficientes para formar sua conclusão. Para o promotor, o dentista matou Potrich por asfixia.

O crime

Conforme a denúncia do MP, no dia do desaparecimento, no condomínio onde ambos moravam em Anta Gorda, o dentista modificou o ângulo de uma das câmeras de vigilância e desligou outra para evitar que o local do crime, um quiosque, não registrasse o momento do assassinato. Assim, imagens mostram a vítima indo até o local e sendo seguida por Patussi. Um minuto depois, apenas o denunciado é visto saindo do quioque. Essas são as últimas imagens de Potrich. AD


Saiba mais: 


 

1 comentário

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui