Relatório que pede a substituição do gerente da Corsan de Lajeado tem votação adiada pela Câmara


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Foto: Caroline Silva

O relatório que analisa o contrato de Lajeado com a Corsan feito pela comissão temporária da Câmara de Vereadores, teve sua votação adiada na sessão desta terça-feira (17). No documento, os parlamentares pedem providências quanto a atuação da estatal na prestação do serviço e uma avaliação sobre a permanência de Alexsander Pacico no cargo de gerente da Corsan em Lajeado.

O relatório foi bastante repercutido novamente pelos parlamentares na tribuna. Lorival Silveira (PP), por exemplo, elogiou o trabalho da comissão, mas disse que irá votar contra. “Tenho que parabenizar o trabalho da comissão, mas não podemos se meter no trabalho da Corsan pedindo a retirada do gerente. A Corsan falhou em fornecer informações para a Comissão, mas teria que ser um tratamento igualitário a todos”, argumenta.

Lorival Silveira (PP) (Foto: Caroline Silva)

Quem também se mostrou ser contra o documento foi Eder Spohr (MDB), expondo os mesmos motivos de Lorival. “Sabemos da deficiência do trabalho prestado pela Corsan, mas levando em consideração que o município também falha, e não pedimos a ‘cabeça’ do prefeito. Sabemos que o governador é chefe da Corsan, e ele também falha. Eu não concordo em crucificar apenas o gerente do Corsan”, declara.

Eder Spohr (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Mas Deolí Graff (PP), que faz parte da comissão, disse que o relatório apenas recomenda a substituição de Pacico, não sendo algo pessoal. “Não estamos pedindo a ‘cabeça’ do Pacico, estamos recomendando. O Pacico teve a oportunidade de se manifestar, mas foi de um total desrespeito com a comissão, não dá para manter uma pessoa dessa em nossa cidade com um tratamento desse. Recomendamos que seja substituído”, explica.

Deolí Gräff (PP) (Foto: Caroline Silva)

Projeto polêmico

Um Projeto de Lei do Executivo que deu entrada na Câmara de Vereadores ganhou repercussão na sessão desta terça, embora não constasse na ordem do dia. A proposta cria o regime especial de compensação de horas em relação aos servidores afastados do trabalho, com a manutenção da remuneração, em razão da pandemia.

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) disse que a matéria é grave e, inclusive, pode gerar em processo. “A prefeitura não tem base legal para impedir alguém de se aposentar, mas está forçando os funcionários a irem assinar uma confissão de divida das horas que eles receberam enquanto estavam em casa. E eu estou recebendo print da prefeitura mandando a pessoa ir ao RH para negociar aquelas horas”, explana.

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Os próprios vereadores da base do governo demonstraram preocupação em relação ao projeto. O líder de governo, Mozart Lopes (PP), disse que a proposta precisa ser mais debatida. “Realmente pegou a todos de surpresa. A gente entende que ele necessita de um maior estudo, ele precisa ser amplamente debatido com os sindicatos, com a Câmara, servidores e Executivo, do jeito que veio também entendo que pode haver possibilidade de não passar”, comenta.

Mozart Lopes (PP) (Foto: Caroline Silva)

Já o presidente do legislativo, Isidoro Fornari Neto (PP), informou que na segunda-feira haverá uma reunião na Câmara com as partes envolvidas. “Vamos ter uma reunião na segunda com os sindicatos envolvidos juntamente com a secretária de Administração, para que possamos ter esclarecimentos desse projeto e termos a tranquilidade de votá-lo. Estamos todos preocupados com essa situação e precisamos sim conversar”, esclarece.

Presidente da Câmara, Isidoro Fornari Neto (PP)

Além disso, como forma de pagamento dessas horas, o projeto propõem que, no caso das jornadas de trabalho que não excedam seis horas diárias, o intervalo de 15 minutos poderá ser utilizado para compensação das horas. Ou seja, o trabalhador perderia seu horário de descanso.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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