Argentinos fazem panelaço após presidente minimizar ‘vacinação VIP’

Ministros, políticos aliados, parentes e até o embaixador do país no Brasil foram vacinados contra Covid fora dos grupos prioritários. Fernández criticou o protesto de sábado em meio à pandemia.


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Manifestante segura cartaz com a frase "que a vacina não seja um privilégio" em frente à Casa Rosada durante protesto no sábado (27) contra o presidente Alberto Fernandez e o escândalo da 'vacinação VIP' (Foto: Natacha Pisarenko/AP)

Milhares de argentinos se manifestam com panelas nas janelas e com buzinas pelas ruas contra o discurso desta segunda (1°) do presidente Alberto Fernández, que minimizou o caso de vacinas desviadas para pessoas próximas ao poder. O panelaço ocorre dois dias após manifestações que pediram a renúncia de todos os envolvidos.

O país aguardava uma autocrítica por parte do presidente argentino durante o seu discurso de abertura do ano legislativo no Congresso, mas, em vez disso, Alberto Fernández minimizou a gravidade do escândalo, provocando uma forte reação popular durante a noite nas principais cidades do país, especialmente em Buenos Aires.

Depois das 20 horas e por cerca de 20 minutos, das varandas, das janelas e dos automóveis, ecoaram o som metálico das panelas e o de uma improvisada sinfonia de buzinas em tom de protesto. Todos atendiam à campanha que tinha começado a circular através das redes sociais sob o lema “É suficiente! Dizemos Basta!”.

Em frente à residência presidencial, manifestantes levaram as panelas à rua numa tentativa de se fazerem escutar por Alberto Fernández, que classificou como “um erro” o esquema de vacinas aplicadas em ministros, legisladores e políticos aliados fora da prioridade estabelecida para o pessoal da Saúde e idosos.

“No nosso plano de vacinação, há prioridades muito claras. As regras devem ser cumpridas. Se forem cometidos erros, a vontade deste presidente é a de reconhecê-los e a de corrigi-los de imediato”, discursou Alberto Fernández, que deu o escândalo por encerrado, no dia 19 de fevereiro, com a renúncia do então ministro da Saúde, Ginés González García.

“Tomei as decisões que cabiam. Todos os governos sensíveis têm a obrigação de corrigir esses erros para acabar com qualquer indício de privilégio ou de falta de solidariedade”, completou Fernández no que foi considerado uma autocrítica superficial.

Fonte: G1

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