Aroeiras e alguns cuidados

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez.


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No tempo de guri sempre era alertado para ter cuidado com aroeiras. Brincava nos matos e nunca tive problemas. Por outro lado, alguns tinham coceiras e chegava a virar ferida.

Com o passar do tempo e a profissão que trabalho me aproximou mais deste tema de hoje. As aroeiras pertencem a família “Anacardiaceae” e são 25 espécies conhecidas no Brasil. E para complicar mais um pouco, com muitos nomes dado pela população, variando de região para região desde o nordeste até aqui no estado.


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Me utilizando do livro “Madeiras do Rio Grande do Sul” de Raulino Reitz, Roberto M. Klein e Ademir Reis, que recomendo para quem gostar de árvores. As aroeiras aqui encontradas e são conhecidas popularmente:

-Schinus polygamus chamada de aroeira salsa, árvore do assobio, -coquinho, mole, assobiadeira.
-Schinus molle aroeira-mole, aroeira periquiteira, aroeira-salsa, aroeira-mansa.
– Schinus lentiscifolius aroeira do campo, aroeirinha, aroeira-do rio grande, aroeira cinzenta.
– Schinus terebinthifolius aroeira mansa, aroeira vermelha ou rosa, fruta do sabiá, aroeira branca.

Todas estas são aroeiras que não causam problemas e inclusive utilizadas na medicina popular. Com a ressalva de serem devidamente identificada e respeitada as dosagens conforme peso e orientações profissionais. Mulher gravida e quem é alérgico não devem usar mesmo as que não causam problemas.

A madeira de boa duração é utilizada para cercas e alguns trabalhos em marcenarias artesanais, lenha e carvão. Usada também em arborização urbana. Sua floração é muito procurada por abelhas com e sem ferrão e outros insetos. Seus frutos são excelentes alimentos de aves. Pelo seu crescimento rápido é indicado para reflorestamento como planta pioneira. A aroeira vermelha ou rosa suas frutinhas são usadas como temperos. São secas e usadas como pimenta rosa famosa e usada pelos chefs da Europa.

Mas, a Lithraea mellioides conhecida como aroeira-brava causa problemas alérgicos, principalmente para pessoas mais sensíveis, renite, alérgicas e com baixa imunidade. Estas plantas lançam no ar a “urushiois” são óleos vegetais que atuam na superfície da pele reagindo com proteínas causando irritações, inflamações, coceiras, queimaduras em fim dermatites. A planta nem precisam ser tocadas basta passar por baixo. Mais ainda se tiver no período de floração.

No Said do Centro de Informação Toxicológica – CIT, tem profissionais que e podem ajudar em caso de duvidas pelo TEL 0800 721 3000.

Nos seus registos de 2019 foram atendidos 267 casos de intoxicação com plantas tóxicas, sendo 7 com aroeira-brava. E as que não foram notificadas?

Se for lidar com ela se lembra de usar proteção, EPI, como óculos, luvas, chapéu e macacão. Em caso de acidente procure tratamento médico.

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