Artesanato continua sendo a maior fonte de renda dos índios da região

"As 28 famílias da aldeia vivem basicamente do artesanato que vendem", fala Marcos de Mello


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Vídeo: Joel Alves

Na manhã desta segunda-feira (13), Marcos de Mello (42) deixou a aldeia dos índios Kaingang, em Linha Glória, Estrela, às 4h45. Na bicicleta, partiu em direção ao interior de Arroio do Meio, onde entregaria os seis balaios feitos por ele em uma propriedade rural.

Mello já trabalhou em uma empresa que fazia a limpeza da cidade de Lajeado, mas depois de ser dispensado preferiu voltar a fazer o que melhor sabe, artesanato. Ele produz vários objetos usando o bambu, cipó e outros elementos encontrados na natureza, mas sua especialidade é a fabricação de balaios.

Foto: Joel Alves

Por ter nascido e sido criado na aldeia Kaingang, em Estrela, Mello mantém muito viva a cultura indígena. Fala o português e tem dificuldades em se expressar no idioma Kaingang, isso porque Mello teve que estudar fora da aldeia. Já seus filhos aproveitaram a escola que foi construída dentro da aldeia, onde tiveram aula do idioma Kaingang para manterem suas origens.

“Estudei só até a terceira série, não conseguia me adaptar aos brancos”, fala o índio.

Atualmente a tribo de Kaingang de Linha Glória é composta de 28 famílias, e em sua grande maioria vive dos artesanatos que produzem.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) até já ajudou estes índios com cestas básicas, mas isso não acontece há muito tempo.

“Nunca recebemos dinheiro da Funai. Ganhávamos uma cesta básica, mas faz muito tempo que não recebemos nada”, diz o índio Marcos da Mello.

Texto: Joel Alves


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