Artesãs do Vale do Taquari participarão de etapa estadual do 1º Concurso Virtual de Artesanato em Lã Ovina

Evento está vinculado ao governo do Rio Grande do Sul.


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Três artesãs do Vale do Taquari participam da iniciativa (Foto: Divulgação/Emater)

Está marcado para o dia 30 de outubro o prazo final de inscrição e para 20 de novembro o julgamento da etapa estadual do 1º Concurso Virtual de Artesanato em Lã Ovina. Organizado pela Emater/RS-Ascar, que atua de forma vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado, o certame tem o objetivo de promover a valorização do artesanato em lã ovina, estimular a produção de peças e favorecer e reconhecer as atividades realizadas em casa, especialmente em períodos de pandemia e, consequentemente, de quarentena.

Vencidas as etapas municipais e microrregionais, as artesãs Teresinha Borelli Vitorazzi, de Progresso, Ana Maria Rosa, de Taquari, e Sueli Bayer Korte, de Westfália, se preparam para levar as suas peças à competição estadual, que receberá produções de acessórios (bolsas, cintos, colares, brincos e pulseiras), mantas (qualquer tamanho), xergão (de no mínimo 70 a, no máximo, 90 centímetros), poncho, colete, blusão e casaco. “A peça mais bonita de cada modalidade será a vencedora e o artesão receberá um certificado”, explica a extensionista Social da Emater/RS-Ascar, Elizangela Teixeira.

Professora aposentada, Teresinha levou à etapa regional uma colcha feita de tear de pente liço, medindo 2,54m por 2,02m. “Minha ideia será levar algo parecido para a disputa da etapa estadual”, comenta a artesã, que garante sempre ter gostado dos trabalhos manuais. “Quando jovem, costuma comprar revistas de artesanato para tentar replicar em casa”, explica. E foi a partir de 2004, em um curso organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com o apoio da Emater/RS-Ascar, que a coisa se “profissionalizou”. “Foi ali que aprendi tudo sobre processamento de lã, tingimento, elaboração de fios, confecção de peças”, lembra.

De alguma forma, a capacitação foi um divisor de águas para a professora. “Foi nessa época que comprei uma roca, as escovas e também um tear de pente liço, que me ajudam na produção de colchas, edredons, mantas e tapetes”, afirma. A venda é feita muito com base na propaganda boca a boca. “Uma conhecida compra, que fala pra outra, que fala para mais outra e assim por diante”, afirma. Pelo Face e pelo whatsapp a maior quantidade de encomendas envolve a técnica de crochê amigurumi, que possui um design ao mesmo tempo simples e delicado.

Já para Ana, agricultora da localidade de Amoras, em Taquari, representa a oportunidade de mostrar as peças e divulgar o artesanato com lã ovina. “Para nós é uma alegria esse tipo de reconhecimento”, salienta a produtora de morango e hortaliças, que confeccionou uma riana feita a mão com a peça fabricada no tear de pente liço para a etapa municipal. “O diferencial da peça era o tingimento natural feito com água de feijão”, destaca. Já na etapa regional, Ana fez um poncho também elaborado no tear de pente liço, na cor marrom, com acabamento e crochê, bordados feitos à mão, tingidos com corantes e casca de açoita cavalo.

Com mais de 30 anos de experiência com artesanato, Ana se diz honrada em participar de um concurso estadual, especialmente pelo fato de representar uma região em que este tipo de artesanato não é tão popular como na fronteira, por exemplo. Para a produtora, o segredo de uma peça de “sucesso” pode estar no acabamento, nos detalhes que sejam um diferencial. “E por isso é importante a mescla de técnicas, de ter conhecimento de macramê, de grampagem e de outras”, analisa. “Eu gosto de peças grandes, bonitas”, completa. AI/NR

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