As mudanças nunca acontecem de forma espontânea 

É preciso coragem e competência para promover as mudanças necessárias nas nossas vidas.


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS (Foto: Rodrigo Gallas)

Estamos assistindo a Quarta Revolução Industrial de dentro dela. As mudanças no cenário mundial estão acontecendo em uma velocidade cada vez maior. Há novas tecnologias surgindo o tempo todo. Algumas, inclusive, superando outras que ainda nem chegaram em seu ápice. Compreender estes aspectos e suas nuances é, cada vez mais, uma obrigação para os profissionais que querem se manter no mercado. Não evoluir, nesse contexto, não é uma boa decisão. Tudo aquilo que não cresce, está morrendo. Tudo aquilo que não se desenvolve, está perdendo espaço, mesmo que lentamente e de forma imperceptível. O problema é que muitos ainda não se deram conta desse movimento. Ou, se já perceberam, seguem num “estado letárgico” de falsa sobrevivência.

Por volta da metade do século XVIII, na Primeira Revolução Industrial, alguns acreditavam que as máquinas a vapor não tomariam o lugar dos cavalos como força motriz. Algumas décadas depois, já durante a Segunda Revolução Industrial, muitas pessoas não acreditavam que a energia elétrica poderia ascender lâmpadas durante a noite, substituindo os lampiões movidos a querosene.

Alguns, ainda hoje, não acreditam na alta capacidade de processamento de um computador, construído na Terceira Revolução Industrial em meio a Segunda Grande Guerra, e usam “caderninho” para controlar suas empresas e anotar as compras de clientes. Fato é que “o mercado não faz graça para ninguém; só faz aquilo que lhe convém”. O mercado é o grande imperador. É ele que dita as regras do jogo. É ele que consome as soluções inovadoras e repudia as soluções ultrapassadas. É por este motivo que, se adaptar ao mercado, não é uma opção; é questão de sobrevivência.

Muito se fala sobre inovação. Muito se discute sobre “Hélice Quádrupla” (conceito que abrange iniciativa pública, iniciativa privada, universidades e sociedade) e “Hélice Quíntupla” (adiciona o ambiente). Muitas são as regiões que buscam se tornar um novo “Vale do Silício” (principal pólo mundial de inovação, localizado na Califórnia, nos EUA). Mas o que vemos, na realidade, é que alguns ainda possuem dificuldades de implementar mudanças básicas nas suas rotinas de trabalho. Como diria o sábio Comandante Rolin Amaro, que transformou a TAM em uma gigante da aviação: “criar é para poucos; inovar é para todos”.

As empresas devem observar 3 formas “macro” de inovação. Existem inovações de manutenção, que são aquelas que acompanham os movimentos de mercado. Há, também, as inovações de oferta inusitada. São campanhas, promoções, premiações, propagandas, que servem como estratégia para ampliar os lucros e aumentar a participação de mercado. Existem, também, as inovações estruturais. Essas costumam ser um pouco mais complexas e mais morosas. Elas exigem algumas competências exclusivas para serem implementadas. O fato é que muitos de nós continuamos repetindo as mesmas coisas, querendo resultados diferentes.

Concluímos que: se as pessoas não mudam, as coisas ao seu redor também não vão mudar. É o que temos dentro de nós que gerará o que queremos pegar em nossas mãos. É a semente que gera o fruto. Saber conduzir essas mudanças é essencial. Fazer a gestão das transformações que queremos em nossas empresas e em nossas vidas, pode ser fator determinante para a nossa sobrevivência e para o nosso crescimento. Espero que você e eu tenhamos coragem e competência de nos adaptar sempre, promovendo as mudanças que forem adequadas, pois, assim, teremos grandes resultados. E lembre-se: “as mudanças nunca acontecem de forma espontânea” (filme “O Poço”). Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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