“As pessoas criaram uma nova ideia sobre o ‘halloween’, diz proprietária de loja de fantasias em Lajeado

Conforme Liege Schieck, com o passar do tempo cresceu a procura por artigos para celebrar a data no Vale do Taquari.


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A maior procura do público são as fantasias para crianças (Foto: Gabriela Hautrive)

Neste sábado, dia 31 de outubro, é celebrado o dia de “Halloween”, ou em português, o Dia das Bruxas. Uma data que é muito forte nos EUA, com a tradição de fantasias e busca por doces ou travessuras. A noite antecede a festa cristã ocidental do Dia de Todos os Santos. Ela começa com a vigília de três dias dedicado a lembrar os mortos. No Brasil, com o tempo foi ganhando adeptos e o mesmo acontece no Vale do Taquari. Conforme Liege Schieck, que há 11 anos é proprietária de duas lojas de fantasias em Lajeado, a relação das pessoas com a comemoração da data passou por muitas mudanças ao longo do tempo. “Até uns anos atrás, as pessoas tinham uma certa restrição, se prendiam muito para o dia da Reforma Protestante, pois o luteranismo é muito forte aqui”, conta.


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A empresária cita que principalmente os mais idosos não gostavam de ver seus netos vestidos com roupas lembrando monstros e figuras de terror. Porém, o cenário já é outro. “As pessoas criaram uma nova ideia do Halloween e o conhecimento da história e pela data também contribuiu para isso”, entende Liege.

Liege Schieck há 11 anos é proprietária de duas lojas de fantasias em Lajeado (Foto: Gabriela Hautrive)

Essas mudanças abriram outras portas para celebrar o Halloween na região, seja através de eventos ou com programações em casa. “Podemos ver crianças buscando doces, eventos específicos como o que realizamos na semana passada, com muita adesão”, completa.

Tudo isso, segundo Liege, fomenta o setor para quem trabalha com produtos de decorações e enfeites nesta época do ano. “Hoje em dia é muito mais fácil conseguir uma fantasia ou outros itens. Existem bairros aqui onde as crianças passam para buscar doces ou travessuras”, conta.

A procura maior, segundo a vendedora, é por artigos infantis. “Um público bem direcionado, mesmo que as escolas não estejam com suas programações, há também quem busca fantasias para fazer algo com a família mesmo, com todos os cuidados”, diz.

Em 2020 as vendas no local, assim como em inúmeros outros setores, sentiu os impactos da pandemia, mas mesmo assim registrou procura, segundo Liege. “Clientes meninos, meninas, alguns pais, buscaram por coisas de decoração e fantasias para crianças. Tivemos saída, mas nada extraordinário ou comparado a outros anos”, pondera.

História

A origem do Halloween traz às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcas das diferenças em relação às atuais abóboras ou da muita famosa frase “doces ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.

Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão”).

Texto: Gabriela Hautrive
producao@independente.com.br

1 comentário

  1. Data importada dos americanos, não tem nada haver com nossa cultura. Simplesmente o comércio se apropriou para aumentar suas vendas.
    Brasileiro não aprende.

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