As prévias do decréscimo da economia brasileira em 2020

Ouça e leia a participação da economista e professora universitária Cíntia Agostini no quadro Direto Ao Ponto.


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Acostumados a exaltar o crescimento econômico através da medida do Produto Interno Bruto – PIB, neste ano de 2020 passamos discutindo o tamanho da retração da economia, ou seja, em ver de falarmos de expectativa de crescimento, discutimos o decréscimo e as formas privadas e públicas de minimizar o impacto desta retração na economia mundial e brasileira.


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Fato é que entre os meses de abril e maio cogitamos que o Brasil fecharia o ano de 2020 com uma retração de quase 10%. Já no segundo semestre esse dado foi sendo revisitado em função da retomada de parte das atividades econômicas, das inovações e das políticas públicas implementadas. Assim, na semana passada foi divulgado o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica do Banco Central, considerado uma prévia do PIB e que fechou o ano com uma queda de 4,05%. O IBC-Br calcula as estimativas de produção dos setores da economia agropecuária, indústria e serviços, além dos impostos, mas não considera a demanda por bens e serviços, fator esse, calculado no PIB.

O IBC-Br confirma a recuperação nos dois últimos trimestres do ano, mas estes não compensam as quedas do PIB em 2020. A projeção oficial de queda no PIB é de 4,5% e o resultado do ano de 2020 será divulgado no início de março. Por fim, temos uma expectativa de retomada econômica em todos os países para 2021, no caso brasileiro a OCDE prevê um crescimento econômico de 2,60% e os analistas nacionais discutem um possível crescimento de pouco menos de 3,5%.

A depender das possibilidades de políticas econômicas, associadas às políticas sociais e reformas necessárias a serem implementadas, os resultados do crescimento brasileiro tem condições de ter maior solidez, principalmente a partir do segundo semestre deste ano de 2021.


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