Associação de Obstetrícia e Ginecologia do RS recomenda vacinação de gestantes e puérperas contra Covid-19 e H1N1

Mortalidade no grupo de gestantes é, no mínimo, duas vezes maior em relação a mulheres não gestantes, afirma presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul, Ana Selma Picoloto


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Foto: Divulgação

A importância da vacinação de gestantes e puérperas contra a gripe H1N1 e Covid-19 foi pauta no programa Panorama desta segunda-feira (5). No bate-papo, a presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul, Ana Selma Picoloto afirma que a mortalidade no grupo de gestantes é, no mínimo, duas vezes maior em relação a mulheres não gestantes. “A vacinação é muito importante, porque esta é a arma que temos para lutar contra essa infecção (covid) tão séria.”


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De acordo com a médica ginecologista e obstetra, às puérperas, que são as mães que acabaram de ter bebê, têm o risco aumentado de apresentar um quadro grave de infecção respiratória. Ao longo de todo o ano passado, foram registrados 544 óbitos em gestantes e puérperas por Covid-19. Com isso, a média semanal foi de 12,1 mortes. Já em 2021, até o dia 21 de maio, o número de óbitos foi de 911. Uma média semanal de 47,9 mortes.

Selma assinala que o vírus influenza também pode levar a um grande risco de insuficiência respiratória, risco de internação em UTI, interrupção precoce da gravidez e até o risco de óbito da mãe e do bebê. Por este motivo, esta é outra vacina que não pode ser deixada de lado, enfatiza. “Não tenham medo de se vacinar. Tenham medo do vírus.”

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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