Associação de Pais e Amigos da Fundef realiza chá beneficente  

Bandejinha pode ser adquirida ao valor de R$ 15,00, no dia 12 de março. Integrantes da diretoria da Apaf também detalham em entrevista o trabalho da Fundef e da Casa de Acolhida.


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Gisele Porto, presidente da Apaf e protética dentária da Fundef; e Rosemeri Alessio, secretária da Apaf e assistente social da Fundef (Foto: Rodrigo Gallas)

A Associação de Pais e Amigos da Fundef (Apaf) realiza um chá beneficente em 12 de março para arrecadar fundos, tendo em vista a manutenção da Casa de Acolhida da entidade. A presidente da Apaf e protética dentária da Fundef, Gisele Porto informa que os cartões podem ser adquiridos nas recepções da Fundef Lajeado e na Casa de Acolhida. O evento ocorrerá das 9h às 16h. As bandejinhas terão custo de R$ 15,00.


ouça a entrevista

 


 

O Chá é mais uma ação da Apaf para angariar fundos para manter os atendimentos da Casa de Acolhida. Outra ação destacada por Gisele é o Brechó, que fica aberto para a comunidade semanalmente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 10h, nas dependências da Casa de Acolhida. Interessados em contribuir doando roupas também podem fazê-lo levando os itens até o local.

Atendimentos da Fundef

A Fundef é referência no estado no tratamento da fissura labiopalatal. As causas exatas da deformidade ainda são desconhecidas, mas estima-se que ocorrem por uma combinação de predisposição genética e fatores ambientais. A predisposição genética inclui a hereditariedade, enquanto os fatores ambientais podem estar relacionados com infecções, agentes químicos, fármacos, drogas, vírus e toxinas ambientais. A deformidade ocorre 70% das vezes, devido à causas ambientais, e 30%, por causas genéticas. Um a cada 750 nascimentos no Brasil têm a fissura labiopalatal.

De acordo com secretária da Apaf e assistente social da Fundef, Rosemeri Alessio a Fundação já atendeu cerca de 3,5 mil pacientes com fissura labiopalatal e 9 mil com deficiência auditiva de quase 400 municípios do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, Rosemeri destaca: “há paciente que vem de longe e precisam ficar na Casa de Acolhida.”

Em geral, o atendimento é feito em crianças, mas já atenderam pacientes com mais de 60 anos. “Há pessoas que moram no interior e nunca tiveram a oportunidade de fazer um tratamento”, pontua Gisele.

A entidade se mantém através de convênios com a Prefeitura de Lajeado, doações e projetos diversos. O paciente não tem custo algum nos atendimentos.

 

A Apaf

A Associação dos Pais e Amigos da Fundef tem como sua principal atribuição a manutenção da Casa de Acolhida, que tem como objetivo atender aos pacientes e familiares quando vêm para consultas e outros procedimentos, servindo de apoio para aguardarem os atendimentos ou o transporte.

Para disponibilizar este serviço, foi preciso percorrer uma longa jornada. Os voluntários começaram a agir, porque estavam cansados de ver pacientes aguardando do lado de fora do Hospital Bruno Born, passando a madrugada no frio, na chuva, ou mesmo sem acomodação adequada nos corredores da instituição. Foi com muito esforço que a Casa de Acolhida virou realidade no ano de 2006, com o apoio de empresas e entidades.

Atualmente, a Casa de Acolhida recebe 300 pacientes mensais, acompanhados de seus familiares. É necessário pagar um valor a baixo custo para auxiliar na estadia. No entanto, se o paciente não tiver condições financeiras, ele é encaminhado para a assistência social e pode se alojar no local.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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