Associação que atende pacientes oncológicos em Lajeado precisa de doações após três furtos em menos de dez dias

Casa da AAPOT foi invadida, sendo levados alimentos, roupas, notebook e celular do local, o que prejudica o atendimento com oferta de refeições e cadastros


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Uma grande quantidade de alimentos da casa foi furtada pelos bandidos (Foto: Gabriela Hautrive)

A Associação de Assistência ao Paciente Oncológico Transplantado (AAPOT), localizada na Rua Santos Filho, no Centro de Lajeado, foi alvo de bandidos nos últimos dez dias, com furtos que ocorreram nos domingos, dias 17 e 24, e na terça-feira, dia 19, além de um primeiro caso registrado há alguns anos. Ao todo, nas três situações mais recentes, foram levados alimentos, com uma quantia grande de carnes que estavam congeladas, roupas, botijão de gás, um celular e um notebook. Diante da situação, a associação, que vive de doações, oferecendo refeições, pouso e medicação para mais de 50 pessoas, está aceitando ajuda da comunidade para que o trabalho não seja prejudicado.

As roupas do brechó da casa foram levadas e bagunçadas (Foto: Gabriela Hautrive)

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Assistente social, Carine Baseggio e secretária Danielli Tavares Dominguez (Foto: Gabriela Hautrive)

A assistente social da AAPOT, Carine Baseggio, fala sobre a situação. “Notamos o primeiro furto na segunda de manhã, quando chegamos vimos que tinham arrombado o gás, a cozinha, na parte de baixo da casa, levando alimentos e roupas. É frustrante, porque a gente chega aqui e já tem pacientes e acompanhantes para tomar café e nos deparamos com essa situação”, conta. Além dos alimentos, também foram levados equipamentos eletrônicos que afetam o andamento do trabalho. “Na última terça-feira então foi levado o notebook e o celular, então estamos sem WhatsApp também, são coisas na casa, que usamos no dia a dia para fazer cadastro, fazer contato com os pacientes”.

Carnes congeladas que estavam na geladeira também foram furtadas (Foto: Gabriela Hautrive)

Através das câmeras de vigilância do Centro de Atenção Psicossocial Adulto (Caps-AD), foi possível identificar os autores dos furtos. “Nos três casos foram três pessoas diferentes que acessaram a casa e pularam as grades na parte da frente. Nos chama atenção também, que em questão de quatro minutos eles conseguiram entrar, quebrar a janela e levar as coisas”, conta. Após o ocorrido, foi colocado alarme no local e se cogita outras medidas de segurança. “A gente tá pensando em alguma coisa talvez em cerca elétrica, algo nesse estilo, mas temos esperança que agora cesse esse vandalismo”, pondera.

O sentimento que fica é de insegurança, principalmente na parte da noite, segundo a assistente social. “A gente fecha a casa torcendo para que de manhã, quando a gente chegue, esteja tudo em ordem, pois sempre tem pacientes e acompanhantes, e então acaba atrasando tudo”, comenta. Diante de tudo, a assistência social ressalta que é preciso seguir com o trabalho, pois muitas pessoas dependem desse serviço. “É frustrante, é revoltante, mas a gente tem que seguir em frente porque os pacientes e os acompanhantes precisam muita da casa e da nossa ajuda”, ressalta.

Invasão mais recente

Na última situação, ocorrida entre a noite de domingo e madrugada de segunda (25), a Brigada Militar foi acionada a respeito dos suspeitos que teriam ingressado na entidade, que fica em frente ao Caps Adulto, e teriam saído com uma caixa. Uma janela lateral foi arrombada pelos criminosos. Durante diligências, os indivíduos foram encontrados nas proximidades do Parque Professor Theobaldo Dick carregando uma caixa de papelão contendo diversos gêneros alimentícios: arroz; feijão; café; carne; erva-mate; óleo de soja; latas de sardinha; sacos de pipoca; extrato de tomate; molho inglês; entre outros. A dupla, de 42 e 52 anos, foi presa e apresentada na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) onde foi confeccionado o registro simples pelo princípio da insignificância.

Como ajudar

Quem quiser fazer doações e ajudar a AAPOT pode entrar em contato com a associação através do telefone (51) 3710-1802, ou indo até a casa na Rua Santos Filho, 338, no Centro de Lajeado. A entidade é beneficente, sem fins lucrativos e existe há 10 anos em Lajeado. Todo atendimento ofertado é sem custos. O serviço é voltado à pessoas que estão na luta contra o câncer e/ou que tenham passado por transplante.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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