Assoeva é o primeiro time da região a liberar presença do público em jogos de futsal

Volta do torcedor já acontece neste sábado (14) com ocupação de 25% da capacidade do ginásio em Venâncio Aires. Em Lajeado, Alaf diz que aguarda permissão da prefeitura


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Na terça-feira (10) a Assoeva recebeu a Alaf em Venâncio Aires e venceu pelo placar de 3x1 (Foto: Luis Felipe Amorin)

A presença do público em jogos de futebol fora do Brasil já está sendo uma prática comum, e até mesmo liberações dentro do país, como no caso do Rio de Janeiro. No Vale do Rio Pardo, o time de futsal da Associação Esportiva de Venâncio Aires (Assoeva), município que faz divisa com o Vale do Taquari, está sendo o pioneiro e irá receber seu torcedor pela primeira vez, desde o início da pandemia, na noite deste sábado (14) quando enfrenta o SER Itaqui no Ginásio Poliesportivo Parque do Chimarrão. Conforme o supervisor da Assoeva, Eliel Hammes, a liberação se deu por conta de uma permissão e parceria com a prefeitura local. “Oficialmente fizemos a solicitação somente na semana passada, então em poucos dias agilizaram bastante e foi algo muito rápido, nem estávamos esperando para agora”, relata.


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A permissão é para 25% da capacidade total do ginásio, o que para Assoeva representa 175 torcedores, mas Hammes acredita que o percentual não será atingindo. “Em números, o ginásio comporta 700 pessoas ocupando toda a parte da arquibancada, mas a capacidade completa, ocupando a quadra é cerca de 8 mil, no caso de shows”, explica.

Supervisor da Assoeva, Eliel Hammes (Foto: Arquivo Pessoal)

A venda dos ingressos para a partida deste sábado foi liberada um dia antes e por isso não se tem uma média de quantos torcedores vão comparecer no confronto, relata o supervisor. “O certo vamos saber amanhã quando encerrarem as vendas, mas acredito que terá uma boa quantidade de pessoas”, pondera. A entrada do torcedor será permitida com comprovação de vacina ou testes contra a Covid-19. “Vão apresentar os documentos na portaria e quem não tiver feito a vacina não poderá ter acesso ao ginásio, e aqueles te não estão na faixa etária da vacinação ainda, vão apresentar um teste antígeno feito até 48h antes do jogo”, explica.

Além disso, dentro do ginásio é obrigatório fazer o uso de máscara e respeitar o distanciamento. “Vamos fazer marcações para ter o distanciamento entre as pessoas, sendo apenas permitido que casais fiquem juntos, mas longe de outros casais, e desta forma se dará a organização”, ressalta.

Presidente da Liga Gaúcha de Futsal, Nelson Bavier (Foto: Divulgação)

O presidente da Liga Gaúcha de Futsal, Nelson Bavier, informa que a liberação acontece para séries A, B e C. “Entendemos que no momento que o Governo do Estado faz um decreto dando autonomia para que os municípios possam tomar determinadas decisões, nós enquanto competição ficamos subjugados a essa determinação”.

A partir disso, as prefeituras fazem suas avaliações e determinam protocolos sanitários para volta ou não dos torcedores. “Ela deve emitir um comunicado para que o clube da sua cidade se organize e esse clube nos comunica. É enviado um ofício e nós atendemos aquilo que o Governo Municipal determinou”. O presidente da Liga ainda acrescenta que a arbitragem é comunicada e o protocolo segue vigente para as cidades que não possuem a liberação. No caso da Assoeva, as regras dizem que: Pessoas com idade para 1ª dose da vacina devem apresentar o cartão de vacinação comprovando a realização da 1ª dose e documento com foto.

Já pessoas com idade para 2ª dose da vacina devem apresentar o cartão de vacinação comprovando a realização da 2ª dose e documento com foto. Aqueles que e estão fora do grupo de vacinação, podem assistir ao jogo, porém é necessário apresentar teste negativo de Covid-19 – antígeno em até 48h. Também precisam respeitar o distanciamento dentro do ginásio, usar máscara e permanecer no seu assento.

Alaf aguarda liberação de seus torcedores

Foto: Luis Felipe Amorin / Arquivo Rádio Independente

A Associação Lajeado de Futsal (Alaf), através de seu tesoureiro, Alexandre Heisler, informa que a diretoria do clube já fez todos os protocolos necessários para ter a volta dos torcedores, porém, não obteve resposta positiva por parte do Centro de Operação de Emergência da prefeitura que trabalha nas questões de enfrentamento a pandemia da Covid-19. “Isso nos deixa chateado, pois em muitos municípios as prefeituras estão liberando, inclusive enviamos em anexo decretos de outras cidades”. Heisler acrescenta que causa estranhamento a justificativa de que em Lajeado a prefeitura precise da liberação estadual, se em outros municípios, segundo ele, a permissão é por parte da administração municipal.


ouça o áudio do tesoureiro da Alaf

 


 

Além disso, a permissão reflete diretamente nos caixas da Alaf. “Nos ajudaria muito no custo de arbitragem, ambulância, segurança, e o nosso torcedor também gostaria muito de estar no ginásio”, relata. Em entrevista para Rádio Independente na manhã desta sexta-feira (13), a vice-prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, informou que a prefeitura não recebeu nenhum pedido para volta do público em competições esportivos, por parte da Alaf e do Clube Esportivo Lajeadense.

Decreto da Secretaria Estadual de Saúde

Nesta sexta-feira (13), a Secretaria Estadual do Estado do Rio Grande do Sul publicou um decreto com “nota informativa do 18º Comitê de Operações do Estado” com recomendações para prevenção e controle de infecções pelo coronavírus e outras síndromes gripais a serem adotadas em competições esportivas em nível Estadual e Federal, realizadas no território do Estado do Rio Grande do Sul. O documento não deixa claro se o retorno do torcedor está autorizado ou não, porém lista uma série de recomendações que precisam ser seguidas para evitar a proliferação do vírus.

Entre as indicações, diz que a “Federação organizadora da competição deve entregar para as Secretarias de Saúde dos municípios onde ocorrerão as competições e treinamentos, os planos de contingência para prevenção e controle à Covid-19 (o plano deverá ser utilizado por todos os envolvidos na competição). A partir do plano apresentado, as prefeituras farão a análise e solicitarão, se necessário, adequação dos planos com mais exigências técnicas para a sua realização”.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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