Até oito milhões de brasileiros solicitaram auxílio emergencial de forma irregular

Procurador da República em Lajeado informou que estelionatários podem ter penas de até seis anos e oito meses de reclusão.


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Entrevista no Programa Encontro Maior com Renato Worm (Foto: Divulgação)

A divulgação dos inscritos ao auxílio emergencial de R$ 600 em razão da pandemia do novo coronavírus fez com que fossem identificados diversos brasileiros que se inscreveram de forma irregular para conseguir o benefício. O Ministério Público Federal começou a receber denúncias de pessoas que tentaram burlar o sistema e realiza investigações para apurar as possíveis fraudes.

O procurador da República em Lajeado, Fernando Machiavelli Pacheco, concedeu entrevista ao programa Encontro Maior da Rádio do Vale e informou que nestes casos houve crime de estelionato majorado, que é cometido contra a União e a Caixa Econômica Federal. A pena varia de um ano e quatro meses a seis anos e oito meses de reclusão.

Em todo o Brasil, até oito milhões de benefícios indevidos podem ter sido solicitados. A estimativa é que até 70 mil servidores públicos cometeram o crime, conforme explicou Pacheco.


ouça a entrevista

 


 

Como o auxílio foi concedido de forma emergencial, ainda estão sendo implementados mecanismos para detectar a fraude. Por isso, ainda não há uma ideia exata de quantos casos ocorreram no Vale do Taquari. No entanto, denúncias podem ser feitas através do site do Ministério Público Federal, na área de serviço de atendimento ao cidadão.


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