Atletas de equipe teutoniense conquistam três das quatro medalhas de ouro da Seleção Gaúcha

Competição nacional foi disputada no Rio de Janeiro e reuniu competidores de 12 a 14 anos de idade


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Foto: Divulgação

Clara Rückert, Oberdan Brune e Matheus Bloemker Carvalho foram recebidos em caminhão do Corpo de Bombeiros no retorno a Teutônia e Westfália depois de conquistarem medalhas de ouro nos Jogos Escolares Brasileiros. Integrantes da Equipe de Atletismo Colégio Teutônia/Languiru/Sicredi, projeto que também conta com o apoio das Prefeituras de Teutônia e Westfália, eles foram convocados pela Seleção Gaúcha de Atletismo e participaram do campeonato no Rio de Janeiro, disputado de 30 de outubro a 1 de novembro.

A competição nacional reuniu jovens atletas entre 12 e 14 anos de idade, destaques nos campeonatos regionais e estaduais. Estudantes do Colégio Teutônia, Clara foi ouro no pentatlo e Oberdan no hexatlo. Matheus, estudante da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Schmidt, de Westfália, ficou com a medalha de ouro nos 800m. O trio trouxe três das quatro medalhas de ouro conquistadas pela Seleção Gaúcha na competição, que ainda levou cinco pratas e dois bronzes.

Foto: Divulgação

Domínio

Clara Rückert abriu vantagem e dominou a prova do pentatlo. Venceu no arremesso de peso, no salto em altura e nos 600m; foi 2ª colocada nos 80m com barreiras e no salto em distância, obtendo o melhor desempenho no combinado de provas. “Atleta de muita garra e determinação, era favorita e mostrou o porquê disso na pista. Também tem por característica a facilidade de aprendizagem das provas e vai muito bem em outras modalidades, como lançamento de martelo e dardo”, destaca o professor e treinador, Iurquen Roese.

“Quando fui selecionada para ir ao Rio de Janeiro competir representando nosso Estado fiquei honrada e sabia que precisava fazer o meu melhor. A cada semana treinei mais focada em busca de uma medalha, sabia que não seria fácil, mas meus familiares sempre me apoiaram, ajudando muito no rendimento. Agradeço imensamente aos professores Laudenor Brune e Iurquen Roese, que ensinam tudo o que sabem aos seus atletas para um bom desemprenho. Estes campeonatos não são apenas para competir e ver quem é melhor, vão além disso e ensinam muitas coisas, como conviver em equipe e ajudar ao próximo. Fiquei muito feliz com meu desemprenho, mas acredito também que ainda posso fazer melhor, então vou continuar tentando melhorar cada vez mais”, avalia Clara.

Garra

Matheus Bloemker Carvalho foi inalcançável nos 800m. “Atleta com ótima velocidade para provas de meio fundo, apresenta muita garra e vontade de ganhar sempre. Em todas as competições das quais participa é destaque pela qualidade na disputa das provas de pista”, qualifica Roese.

“Estou muito feliz por estar participando, consegui trazer a medalha de campeão brasileiro nos 800m para casa. Esperei muito tempo por uma chance dessas e quero agradecer aos meus professores, Laudenor Brune e Iurquen Roese, pelo auxílio na minha caminhada até aqui. Aprendi que é necessário ser muito competitivo, não largar das coisas que está fazendo, ter muita paciência e dedicação”, resume Matheus.

No fim

Oberdan Brune entrou na última das seis provas do hexatlo em 3º lugar. Garantiu a medalha de ouro na disputa dos 800m, vencendo com ampla vantagem os outros dois atletas que até então lideravam a modalidade combinada. “Muita garra e vontade são suas principais características. Buscou a medalha o tempo todo e ganhou a prova na raça”, exemplifica Roese.

“Estou muito satisfeito e feliz com o resultado. O hexatlo não é nada fácil, exige da parte física e psicológica, pois sempre há o pensamento de que você precisa ganhar a prova para pontuar e sair na vantagem, o que acaba deixando o atleta mais nervoso. Eu não estava muito confiante de que ganharia uma medalha, em função de alguns contratempos que impediram que eu treinasse para a prova do salto em altura e lançamento de dardo, mas ainda consegui me sair bem e garantir o ouro. Junto da medalha, carrego comigo muitos aprendizados adquiridos na viagem, além de ter feito novas amizades”, comenta Oberdan.

Colhendo os frutos

“As medalhas são fruto de muito treino e aprendizagem. Desde jovens os três passaram pela escolinha de atletismo, onde se busca a aprendizagem global das provas, uma vez que o atletismo é o esporte-mãe, base para todos os outros. A característica de formar atletas completos é levada a sério no Colégio Teutônia, temos levado atletas aos campeonatos brasileiros desde 2010, sempre com ótimos resultados”, enumera o professor e treinador, Laudenor Brune.

Em 2021, representantes da Equipe de Atletismo Colégio Teutônia/Languiru/Sicredi conquistaram quatro medalhas em competições de nível nacional. Além dos três ouros, Felipe Müller foi, recentemente, vice-campeão brasileiro no lançamento do martelo na categoria Sub-18.

O diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, enaltece a conquista de atletas e equipe. “Ao pensarmos nas celebrações dos 70 anos do educandário, pós-lançamento da nova identidade visual e do selo comemorativo aos festejos do próximo ano, somos brindados mais uma vez. Aliás, o atletismo no ano de 2021 tem motivos para comemorar: são muitas as conquistas, desde títulos no Brasileiro às competições estaduais, é o esporte dando show, celebrando a vida e fazendo a diferença”, frisa.

Ele também fala das dificuldades desse processo de evolução. “Não se trata de ‘mais do mesmo’, falamos de superar marcas individuais, de resultado em equipe, de treinos no frio do inverno e no calor do verão. É superação mesmo, competindo em dias de chuva e de sol. Fica o reconhecimento aos atletas que tão bem representaram nosso Estado; aos professores por potencializarem esse trabalho; e aos patrocinadores do Projeto de Atletismo de Teutônia, que acreditam no trabalho, cooperativas Languiru e Sicredi, juntamente com o apoio das prefeituras de Teutônia e Westfália. Retomo o que tenho dito sempre: olhemos mais para a modalidade do atletismo, uma grande ferramenta de transformação social. Os resultados estão aí para serem apreciados, aprendizagens que são para a vida toda”, conclui Rückert. AI/VM

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