Aulas em Lajeado: escolas municipais fecham e rede privada pode funcionar na próxima semana

A definição ocorreu após reuniões com as equipes de saúde, diretores de escolas e sindicato dos professores municipais.


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Marcelo Caumo detalha novas restrições em função da bandeira preta em Lajeado (Foto: Tiago Silva)

A rede municipal de educação de Lajeado não terá aulas na próxima semana, de 1º a 5 de março, e as escolas e creches privadas estarão autorizadas a funcionar. A informação foi confirmada pelo prefeito Marcelo Caumo em entrevista à Rádio Independente na manhã desta sexta-feira (26). Conforme o mandatário, a definição ocorreu após reuniões com as equipes de saúde, diretores de escolas e sindicato dos professores municipais.


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Segundo o gestor, na educação municipal, a taxa de frequência dos alunos tem sido entre 20% e 25%. Caumo relata que há um elevado número de professores afastados, e a semana será aproveitada para higienização e recuperação.

“Nas escolas municipais não haverá aulas nessa semana para adoção desses protocolos de higienização, de recuperação do pessoal que está afastado e de mobilização das famílias para que possam retomar as aulas com toda a segurança na próxima semana”, explica.

“As aulas podem seguir na rede privada. Não há impedimento, e cada educandário pode tomar a sua decisão. Há uma sinalização de que as escolas particulares terão atendimento aos alunos das creches e das primeira e segunda séries do Ensino Fundamental na semana que vem, tanto as escolas particulares como as creches particulares”, complementa.

Restrições

Marcelo Caumo pede atenção às medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus em Lajeado. A região entrou na bandeira preta na 42ª rodada do Modelo de Distanciamento Social do RS, e permanecerá na nova classificação nesta sexta-feira (26), para a próxima semana.

O administrador municipal lembra que Lajeado já tinha determinado a restrição das atividades ao fim de semana, porém, o governo do estado estendeu para a semana toda. O município também reforçará a fiscalização e fechará áreas como praças públicas municipais. “O grande objetivo é frear a circulação de pessoas”, destaca.

“Fica um apelo especial para que as pessoas saiam só quando for necessário. Não façam aglomerações de forma alguma, não façam eventos sociais e atividades de lazer para que a gente retome o controle da situação, que hoje está muito complicada”, pede.

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Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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