Aumento no número de salvamentos é um reflexo do comportamento dos banhistas, afirma Major Isandré Antunes

Com 430 salvamentos, número já supera o de toda a temporada passada.


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Foto: CBMRS / Reprodução

A Operação Verão no litoral gaúcho registrou um aumento no número de salvamentos nesta temporada. Major Isandré Antunes, chefe de Operações do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, revelou em entrevista ao Redação no Ar desta quarta-feira (10) que nesta temporada o número de salvamentos no RS já supera o de toda a temporada passada. Segundo ele, os profissionais guarda-vidas realizaram cerca de 430 salvamentos e 404 em toda a temporada anterior. As praias que registraram mais salvamentos na temporada, até o momento, são Capão da Canoa, Torres  e Imbé Sul.


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Na visão do chefe de Operações do CBMRS, durante a semana o público é mais cuidadoso. Já nos finais de semana, os banhistas acabam tendo um comportamento exagerado, o que colabora também para um aumento no número de ocorrências.

Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

Segundo o Major Antunes, o aumento na participação dos guardas-vidas no salvamento se atribui ao comportamento dos fluxos dos banhistas. O bombeiro exemplifica esta mudança de comportamento dos veranistas na situação da ressaca que atingiu as praias do Litoral Norte e causou transtornos, destruindo 17 guaritas no Litoral Norte e 13 no Litoral Sul. “As pessoas não deveriam estar naquele cenário”, comenta o bombeiro sobre os banhistas que mesmo diante da situação, frequentam os locais. “Um comportamento extremamente arriscado ir a um local que nem era recomendado estar presente”, declara. 

Outro alerta é sobre os óbitos por afogamento. Nesta temporada, são 40 casos em áreas sem a presença de guarda-vidas. Antunes demonstra preocupação às vésperas do carnaval e alerta para que os banhistas busquem frequentar áreas balizadas para banho e respeitem a bandeira que dita o risco e as condições que o mar oferece. O profissional destacou que o litoral gaúcho conta com cerca de 600km com guaritas de salvamento espalhadas pela orla. “Se as pessoas não tiverem responsabilidade, poderemos registrar mais tragédias”, diz.

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