Aumento nos preços da gasolina e do gás de cozinha exige avaliar a capacidade de compra da população

Segundo a economista Cintia Agostini, se por um lado os valores não subiam há cerca de um ano, por outro a dinâmica de consumo é prejudicada


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Cintia Agostini (Foto: Eduarda Lima / Arquivo)

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) o aumento nos preços da gasolina e do gás de cozinha. Segundo a economista Cintia Agostini, o preço médio do litro do combustível no Rio Grande do Sul deve chegar perto dos R$ 6.

Ela afirma que o momento exige “avaliar o quanto nós temos capacidade de compra nessas condições”. Isso porque o valor dos itens se elevam, mas o salário da população não acompanha esse aumento.


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Além disso, a economista diz que as mudanças são justificadas, já que os últimos ajustes ocorreram no ano passado. O aumento da gasolina ocorre em função do dólar, cotado em cerca de R$ 5,50, além da elevação dos valores do petróleo no mercado internacional.

“Defasado estavam os preços da Petrobras em 18% comparado a necessidade que deveria estar olhando pro mercado internacional”, explica Cintia.

Com o aumento dos preços, a defasagem será minimizada para cerca de 11%. Por outro lado, o impacto se dará na inflação, com elevação de até 0,3%, conforme indicam especialistas.

Texto: Eduarda Lima
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