Autópsia revela que ‘Estripador de Yorkshire’ morreu de Covid-19

Um assassino em série morreu em novembro do ano passado em uma prisão na Inglaterra. Na ocasião, não havia confirmação sobre o motivo da morte


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Peter William Sutcliffe, o estripador de Yorkshire, é levado, com o rosto escondido sob um cobertor, da Corte em Dewsbury por policiais, em foto de 5 de janeiro de 1981 (Foto: AP Photo/Pyne)

Peter Sutcliffe, assassino em série britânico que era mais conhecido como o “Estripador de Yorkshire”, morreu em novembro de 2020 de Covid-19, informou nesta quarta-feira (22) o médico legista responsável pela autópsia.

Sutcliffe foi condenado à prisão perpétua em 1981 pelo assassinato de 13 mulheres na cidade de Yorkshire entre 1975 e 1980. Ele também foi condenado pela tentativa de assassinato de outras 7 mulheres.

Ele faleceu em 13 de novembro de 2020 em um hospital, aos 74 anos. Na ocasião, o porta-voz do Ministério da Justiça não disse que Sutcliffe havia testado positivo para Covid-19.

Nesta quarta-feira, Clive Bloxham, médico legista, finalmente confirmou que a causa da morte foi uma infecção por coronavírus.

O médico prestou depoimento no âmbito da investigação sobre a morte do ‘serial killer’, uma formalidade obrigatória em qualquer caso de alguém que morre na prisão.

A autópsia mostrou que Sutcliffe tinha “pulmões extremamente pesados”, um efeito comum da infecção por coronavírus, explicou o legista por videoconferência.

O assassino também sofria doenças cardíacas e diabetes, dois fatores que o deixaram especialmente vulnerável à Covid-19, completou Bloxham, que não considerou a morte suspeita.

No início da pandemia, Peter Sutcliffe, considerado um preso vulnerável por seus problemas de saúde, se negou a ser isolado como medida de proteção, afirmou o diretor do presídio, Lee Drummond.

Em novembro, o criminoso testou positivo para Covid-19 após uma primeira internação por um problema cardíaco.

Esquizofrenia paranoide

O ex-caminhoneiro Sutcliffe foi diagnosticado como portador de esquizofrenia paranoide. Ele passou 30 anos em um hospital psiquiátrico antes de ser transferido para uma prisão.

Ele conseguiu escapar diversas vezes dos investigadores por causa das falhas da polícia, mas, depois de ser detido por utilizar uma placa de carro falsa, admitiu os crimes em 1981.

Fonte: G1

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