Autoridades do Japão orientam a não gritar em montanhas-russas para conter coronavírus

Parque temático Fuji-Q Highland lançou campanha para estimular os frequentadores a 'segurarem o grito'. Torcedores não poderão cantar, bater palmas ou agitar bandeiras durante jogos de futebol.


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Em silêncio, dois executivos andam em montanha-russa do parque temático Fuji-Q Highland, no Japão — (Foto: Reprodução/ You Tube/ Fuji-Q Highland Official)

Autoridades do Japão estão orientando visitantes de parques de diversões a não gritarem em montanhas-russas e os torcedores a não cantarem durante jogos de futebol, de acordo com o “The Guardian”.

A medida tem o objetivo de ajudar a evitar a propagação do novo coronavírus no país. O Japão saiu do estado de emergência, mas enfrenta uma alta no número de casos de Covid-19 na sua capital, Tóquio.

A recomendação que partiu da associação dos parques de diversões do país não agradou os frequentadores do parque temático Fuji-Q Highland, que reabriu em 1º de junho após um fechamento de três meses devido à pandemia.

Alguns clientes disseram que era impossível ficar quieto em passeios, principalmente a montanha-russa Fujiyama. O brinquedo que atinge velocidade de 130 km/h cai 70 metros em um determinando ponte durante percurso de 2 km.

A administração do parque divulgou um vídeo de dois executivos andando na montanha-russa em silêncio, pedindo que os frequentadores “segurassem os gritos” durante o passeio.

Veja o vídeo:


Depois, foi lançado o concurso chamado #Mao (ou ‘cara séria’ em tradução livre) em que frequentadores que enviassem vídeos com máscara e em silêncio seriam sorteados para ganhar ingressos grátis para o parque.

Um porta-voz da Fuji Q disse ao “The Guardian” que a resposta à campanha foi animadora, mas que alguns clientes ainda não estavam satisfeitos com as orientações.

A maioria dos parques temáticos no país foi reaberta. A utilização de máscara é obrigatória em todos.

Futebol sem palmas
A liga de futebol do Japão também divulgou 70 páginas de medidas para conter a propagação do vírus para os jogadores, os funcionários e os torcedores.

A partir de sábado, o número reduzido de torcedores (limitados a 5 mil) que vão acompanhar as partidas estão proibidos de cantar, bater palmas e agitar bandeiras.

Satoshi Kuroda, porta-voz do Shimizu S-Pulse, clube da 1ª divisão que joga em casa no estádio a 230 km de Tóquio, afirmou que a administração ainda está pensando como vão repreender os torcedores que não respeitarem as novas regras.

Ele afirmou que, caso as regras não possam ser obedecidas, a liga pode impedir o acesso dos torcedores.

Fonte: G1

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