Auxílio Emergencial foi pago a mais de 135 mil mortos

O relatório analisou os pagamentos realizados em 2020 e 2021


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Foto: Agência Brasil / Divulgação

Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) mostrou que o governo federal pagou o Auxílio Emergencial a, pelo menos, 135,7 mil mortos, entre abril de 2020 e março de 2021, o que custou o total de R$ 336,1 milhões aos cofres públicos. O valor refere-se apenas à primeira fase do auxílio, criado em abril de 2020.

O documento foi publicado pela CGU no último dia 22 e analisa a execução dos auxílios emergenciais: a primeira fase, de abril de 2020 (cinco parcelas de R$ 600); a segunda fase, o chamado “Auxílio Emergencial residual” (quatro parcelas de R$ 300), instituído por uma medida provisória (MP) em setembro de 2020; e a terceira, o Auxílio Emergencial de 2021 (sete parcelas de R$ 250), também determinado por meio de MP.

No caso do auxílio residual, a CGU também mostrou o pagamento a 15,7 mil beneficiários com indicativo de óbito, no valor de R$ 10,2 milhões, entre novembro de 2020 e janeiro de 2021. Já no auxílio de 2021 foram 118 mil beneficiários com indicativo de óbito, que receberam R$ 44,1 milhões entre abril e novembro de 2021.

Auxílio Emergencial

O Auxílio Emergencial foi o principal benefício do governo federal concedido para socorrer a população durante a pandemia de Covid-19, em meio ao fechamento de comércios e outras medidas de distanciamento social. O valor inicial, de R$ 600, foi definido graças a uma articulação do Congresso Nacional, que pressionou pelo aumento de cada parcela.

O relatório analisou os pagamentos realizados em 2020 e 2021 e identificou um total de 5,2 milhões de beneficiários que devem ter recebido de forma indevida o valor total de 9,4 bilhões. Somando com os auxílios residual e de 2021, o prejuízo chega a R$ 11,3 bilhões. O valor devolvido, segundo a CGU, foi de R$ 1,1 bilhão, o que representa 9,97% do total.

Entre aqueles que receberam indevidamente, além de mortos, estão pessoas com menos de 18 anos; com renda familiar mensal em desacordo com os critérios estabelecidos; e até mesmo servidores públicos.

Fonte: O Sul

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