Auxílios a trabalhadores e empreendedores são vistos como necessários à manutenção da atividade econômica

"O ano que se inicia ainda é muito desafiador e as políticas econômicas terão que ser eficientes e eficazes", opina a economista Cíntia Agostini.


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Cíntia Agostini é economista, professora universitária e presidente do Codevat (Foto: Jonas de Siqueira)

Iniciado o ano de 2021, várias da medidas econômicas determinadas no ano passado durante a pandemia foram retiradas. Todas condicionadas àquele momento e que agora carecem de orçamento para serem revisitadas com a possibilidade de serem mantidas. Duas particularmente pautam associações empresarias e até mesmo os discursos de posse dos presidentes da Câmara e do Senado, eleitos no dia de ontem (1º).

Estamos tratando do auxílio emergencial que repassou parcelas de R$ 600,00 na média para população com maiores dificuldades financeiras e foi uma medida considerada positiva, que impediu maiores dificuldades econômicas das famílias que receberam o auxílio e que minimizou os impactos negativos em diversos setores da economia, já que todas essas pessoas continuaram consumindo, mesmo que em menor proporção do que anterior a crise.

E o segundo auxílio foi o determinado para os negócios, no qual o estado permitiu a redução de jornada com a redução de salários dos trabalhadores ou a suspensão de contratos de trabalho, no qual os trabalhadores receberam um percentual do seguro desemprego durante a referida suspensão. Esses mantiveram as taxas de emprego mais estáveis, possibilitando aos empreendedores não demitirem.

No entanto, tais benefícios são considerados esporádicos e decorrentes da pandemia e que não possuem condições de se manter ao longo de 2021, na visão do Governo Federal. Já na visão das presidências da Câmara e Senado, das associações de empresários por todo o Brasil, essas são as medidas que continuarão dando conta de minimizar os impactos da pandemia nesse primeiro semestre

Já estão em discussão diversas alternativas que visem apoiar as famílias de baixa renda e os empreendedores, pois o ano que se inicia ainda é muito desafiador e as políticas econômicas terão que ser eficientes e eficazes, atendendo as pessoas certas da forma correta.

Cíntia Agostini, economista, doutora em desenvolvimento regional, professora universitária e coordenadora do Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates). 

1 comentário

  1. Depois estes economistas dizem que a culpa é a alta do dolar.
    Mas pq dolar sobe?
    Ha culpa da especulação dizem eles.
    Nunca avaliam o que causa a perda do valor da moeda.
    Avaliem esta brincadeira de juros negativos no que vai acabar, ou ja esta acabando.
    Guerra aos poupadores e festa dos devedores.
    Vai faltar ativo reais, tais como imoveis, terras e bens de raizes ou quem sabe açoes na bolsa para trocar por dinheiro que cada vez vale menos.
    O ouro tbm pode ser uma alternativa.
    Os mais jovens estao indo pras criptomoedas.
    Sigam os economistas e depois vejam no que vai dar.

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