Barroso determina que PF rastreie denúncias em urnas eletrônicas desde 1996

Documentos foram enviados após ministro questionar Bolsonaro sobre as supostas provas de fraude nas eleições de 2018


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Foto: TRE-SC

A Polícia Federal pediu às 27 superintendências regionais um levantamento das denúncias de fraudes na urna eletrônica registradas desde a implantação do sistema de votação, na eleição de 1996. Os documentos foram enviados na quinta-feira, horas após o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmar que é “dever cívico” do presidente Jair Bolsonaro apresentar provas de que as eleições foram fraudadas em 2018.

A PF justifica o pedido com base na criação da comissão especial instituída na Câmara para discutir a chamada “PEC do Voto Impresso”, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), e ainda pela “necessidade recorrente” de consolidar os dados referentes a denúncias de fraudes nas eleições.

O voto impresso é uma bandeira do presidente desde os tempos de deputado. Na prática, a ideia não é substituir a urna eletrônica, mas gerar uma espécie de comprovante físico dos votos para recontagens manuais, o que representa custo aos cofres públicos na ordem de R$ 2,5 bilhões ao longo de dez anos, conforme estima o TSE.

A defesa da proposta costuma vir acompanhada de declarações que põem sob suspeita o sistema eleitoral eletrônico. A votação eletrônica no Brasil permite auditoria e todos os anos uma empresa independente é contratada por meio de licitação para periciar a votação, garante o TSE.

Fonte: Guaíba

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