Belarus é acusada de induzir centenas de migrantes à fronteira com Polônia

Tensões aumentam na fronteira de Belarus com a UE, e governo nacionalista polonês reforça policiamento na região. Bloco europeu acusa regime Lukashenko de usar refugiados como instrumento de pressão política


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Foto: Grodno Region via Reuters

A Polônia reforçou a segurança em sua fronteira com Belarus nesta segunda-feira (08/11) após um grande número de migrantes se acumular na região, na esperança de cruzar para o território polonês.

A fronteira polonesa com Belarus também separa a União Europeia (UE) do país governado pelo chamado “último ditador da Europa”, o presidente belarusso Alexander Lukashenko.

O episódio ocorre em um momento em que aumentam as tensões diplomáticas entre as duas nações. O governo polonês acusa Belarus de atrair migrantes de países do Oriente Médio e da Ásia Central, com o objetivo de incitá-los a entrar na UE através da fronteira entre os dois países.

Imagens de vídeo da imprensa belarussa mostraram pessoas recolhendo árvores para, supostamente, usá-las para atravessar a cerca. Migrantes tentaram forçar a passagem por uma cerca de arames farpados e atiraram objetos contra a polícia polonesa.

O ministério polonês do Interior disse ter reprimido uma tentativa de invasão na fronteira, e assegura que a situação está sob controle.

A ausência de uma imprensa livre e independente em Belarus torna difícil avaliar o que de fato ocorre do lado belarusso da fronteira. Ao mesmo tempo, do lado polonês, o atual estado de emergência no país impede o acesso de jornalistas e entidades ao local.

Entretanto, o acúmulo de pessoas na fronteira aparenta ser um sinal do agravamento de uma crise que se desenrola há meses, enquanto o governo de Belarus é acusado de incentivar refugiados a migrarem ilegalmente para a UE.

Essa prática foi adotada, primeiramente, através da Lituânia e Letônia e, mais recentemente, passou a ocorrer majoritariamente através da Polônia.

Fonte: DW

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