Biden defende ataque contra milícias pró-Irã na Síria e no Iraque: ‘EUA estão prontos para novas ações, se necessário’

Agência estatal síria e milícias iraquianas disseram que ofensiva deixou mortos. Ação aumenta tensões no Oriente Médio


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Presidente dos EUA, Joe Biden, durante encontro na Casa Branca na segunda-feira (28) (Foto: Susan Walsh/AP Photo)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira (29) que ele mesmo ordenou os ataques aéreos a instalações milicianas na Síria e no Iraque ocorridos no domingo e afirmou que a ação ocorreu dentro da lei internacional.

“Eu ordenei os ataques de 27 de junho para proteger e defender a segurança de nossos funcionários, para desgastar e quebrar a série de ataques contra os Estados Unidos e nossos parceiros, e para impedir o Irã e milícias apoiadas pelo Irã de efetuar ou apoiar novos ataques aos funcionários e instalações dos EUA”, justificou Biden, em nota.

“Os Estados Unidos estão prontos para tomar novas ações, quando necessário e apropriado, para responder a novas ameaças ou ataques”, disse o presidente.
A Casa Branca argumenta que os ataques atingiram alvos bem definidos de milícias apoiadas pelo Irã na fronteira entre Iraque e Síria. Segundo Biden, a ofensiva aérea atingiu armazéns de armas e centros de comando e logística dessas facções.

A ação, porém, deixou mortos — o número exato não está confirmado. A agência estatal síria, Sana, diz que uma criança morreu. No Iraque, milhares compareceram aos funerais nesta terça-feira de milicianos da facção Hashd al-Shabi em Bagdá, segundo a rede Al Jazeera.

Tensão com o Irã aumenta

Na segunda-feira, Biden se encontrou na Casa Branca com o presidente de Israel, Reuven Rivlin — que tem papel mais cerimonial e não dirige o governo israelense (veja o VÍDEO acima). Em um claro sinal de que a tensão com o regime iraniano continuará, o presidente americano afirmou:

“Eu posso dizer a você que o Irã nunca terá uma arma nuclear sob minha supervisão”.
O clima hostil entre EUA e Irã, que data da Revolução Islâmica de 1979, atravessou governos americanos — e tudo indica que esse cenário continuará com Biden nos próximos anos, mesmo com a abertura do atual presidente em tentar retomar uma negociação com o regime iraniano sobre a questão nuclear.

Há pouco mais de uma semana, o Irã elegeu um novo presidente: o linha-dura Ebrahim Raisi, que já disse que não pretende se reunir com Biden e colocou condições para voltar a dialogar com os EUA.

Um outro sinal de que a relação entre os dois países está em crise é a recente derrubada, pelos EUA, de sites na internet ligados ao regime iraniano.

Fonte: G1

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